YouTube pagará a usuários brasileiros que postarem vídeos de sucesso

Google anunciou que serviço de parcerias, já vigente nos EUA, valerá para o Brasil.
Participação é aberta para quem publica vídeos que fazem sucesso na rede.
O Google anunciou nesta quarta-feira (30) um programa que permitirá que usuários brasileiros do YouTube passem a ser pagos caso postem vídeos que recebam grande número de acessos e atraiam publicidade de anunciantes.
A extensão do programa YouTube Partners a usuários do Brasil e da Espanha foi anunciada na Campus Party, um encontro do qual participaram cinco mil internautas em Valência, na Espanha, pelo responsável de conteúdos do YouTube Espanha, Javier Alonso.
O YouTube Partners já funciona em países como Estados Unidos, Alemanha e Japão.
Poderão aderir ao programa os usuários que postarem vídeos pelo menos uma vez por semana e que ocupem também os primeiros lugares na classificação dos mais vistos ou que contenham “muitos assinantes”.
Um dos requisitos imprescindíveis é que o conteúdo do vídeo seja integralmente produzido pelo autor, ou seja, que não utilize música ou imagens de outros artistas, a menos que disponha dos direitos pertinentes.
O YouTube não especificou nem o percentual nem o valor que os usuários receberão, embora Alonso tenha ressaltado que estes “recebem mais da metade” do que o anunciante paga, e que os autores de vídeos mais vistos do mundo já receberam “milhares de dólares ao mês”.
Fique online mesmo se a banda larga cair
Durante o colapso do Speedy (banda larga da Telefônica), que no início do mês deixou todos os assinantes no Estado de São Paulo sem internet, muita gente ficou de braços cruzados esperando a conexão voltar. E quem não pode esperar para enviar um e-mail urgente ou precisa de qualquer jeito acessar determinado site? Faz o quê?
Há várias maneiras de se conectar à internet quando a conexão de banda larga cai. Desde voltar à lenta internet discada (que é o único tipo de acesso em boa parte dos municípios brasileiros) até usar o celular para conectar o computador à rede. Para as pessoas e pequenas empresas que não podem correr o risco de ficar sem internet rápida, o jeito mesmo é assinar dois planos de banda larga de diferentes provedores.
As soluções salvam não só no caso de uma pane geral, mas também durante aquelas quedas de conexão que atingem determinados bairros da cidade quase todos os dias, seja do Speedy, do Vírtua ou de qualquer outro provedor de internet banda larga.
A internet discada é a solução mais prática e barata para quem não quer correr atrás de uma lan house, de um lugar com Wi-Fi (conexão sem fio presente em restaurantes, cafés, aeroportos, etc.) ou de bater na porta de vizinhos e amigos implorando para usar a internet.
Foi o que fez o professor de física Aparecido José do Rosário, de 43 anos, durante os dias que abalaram a conexão do Speedy. “Precisava pesquisar artigos na internet para preparar uma atividade de leitura na aula e ainda queria postar no meu blog. Tive de ir para a discada”, diz Rosário que, mesmo sendo assinante de banda larga, mantém uma conta no IG, o conhecido provedor discado gratuito. “Fiquei até as duas da manhã para terminar tudo, mas funcionou”, continua.
Com Diego Machuca, de 19 anos, que trabalha em um escritório de contabilidade em Jacareí (SP), a internet discada também foi a única maneira de não atrasar demais a entrega do FGTS dos clientes, que precisa ser feita nos primeiros dias do mês sem falta. “Conectamos um dos computadores pela discada só para isso. Todos os outros trabalhos do escritório ficaram em segundo plano e até a semana passada estávamos repondo o atraso. No dia, também tivemos de imprimir muitos documentos e mandar com o motoboy. Ele não parou o dia inteiro. Normalmente, com a internet funcionando, a gente envia tudo pela rede, sem imprimir nada”, conta.
Como fazer
A internet discada é lenta, mas resolve para mandar um e-mail em uma emergência. Só que, para se conectar, você precisa estar preparado. Não adianta pensar em usar a web discada só quando a banda larga sair do ar.
Primeiro, certifique-se de que seu computador tem um modem compatível. Os modelos mais novos de PCs nem vêm mais com a placa. É fácil saber isso. Basta procurar atrás do computador pela entrada de telefone. Se você não tiver um modem, pode comprar uma placa, que não sai por mais de R$ 30, e pedir para um técnico instalá-la no PC. Outra forma é comprar um modem externo, o que é bem mais caro (cerca de R$130).
Você também vai precisar de um programa, conhecido como discador, de um dos provedores de internet discada. É a forma mais fácil de se conectar, e eles podem ser baixados nos sites dos provedores. O Estadão (www.estadao.com.br) tem um discador gratuito. Outras opções são o Orolix (www.orolix.com.br) e o IG (www.ig.com.br).
Com tudo pronto, ligue o cabo do telefone no computador, crie uma conta no provedor que você preferir e faça o teste. Você vai ouvir o clássico som do modem chiando. Se houver falhas, vá em Iniciar/Configurações/Painel de Controle e entre em Opções de Telefone e Modem. Confira se as regras de discagem estão corretas. Em caso de dúvida, telefone para a assistência técnica do provedor.
Agora o seu PC está preparado e você terá internet mesmo se a banda larga insistir em desconectá-lo. As informações são do O Estado de S. Paulo/Link
Fabricante apresenta câmera digital com 14,7 megapixels
Lumix FX150, da Panasonic, será lançada no Japão em agosto por US$ 400.
Resolução é chamada de ‘absurda’ por blogs de tecnologia.
A Panasonic apresentou, nesta quarta-feira (30), uma câmera digital com 14,7 megapixels – de tão alta, a resolução está sendo chamada de “absurda” por blogs de tecnologia estrangeiros. Ela tem zoom óptico de 3,6 x, lentes Leica DC Vario-Elmarit de 28 mm e também grava vídeos. Será lançada em agosto no Japão, onde foi apresentada, por US$ 400. Câmeras com resolução de 14 megapixels já existem no mercado, mas ainda são raras.



Alta tecnologia se torna cada vez mais comum em escolas
A aplicação de alta tecnologia no ensino é cada vez mais freqüente. A escola particular Queenwood School for Girls, em Sydney, Austrália, empregará tecnologia de reconhecimento de voz em quinhentos de seus computadores.
O site Sydney Morning Herald explicou que a idéia da escola é automatizar o processo de anotações dentro da sala de aula e permitir que professores criem relatórios baseados em fala.
A tecnologia, em teste desde abril, está cumprindo seu objetivo de forma precisa e será expandida para estudantes, que poderão usá-la para produzir trabalhos após completar uma mini-tese a respeito de um aspecto filosófico do aprendizado.
Nos próximos cinco anos, os computadores passarão a ser utilizados em exames públicos no país, uma maneira de se adaptar à popularização da tecnologia. Contudo, é preciso resolver problemas quanto à segurança dessas tecnologias.
No Japão, uma escola permite às alunas utilizar o videogame portátil Nintendo DS para melhorar seu entendimento da língua inglesa. Em uma escola nos Estados Unidos, estudantes utilizam tocadores portáteis Zune, doados pela Microsoft, para assistir a vídeos educacionais e ouvir palestras.
Fonte: Geek
Golpe virtual da TV LCD confirma compra e instala vírus
Mensagem informa que aquisição de R$ 2.899 foi aprovada.
E-mail oferece link malicioso para falso cadastro ou para cancelar a compra.
Uma mensagem em circulação apresenta ao internauta a confirmação de uma compra que ele não fez: a de uma TV LCD de 40 polegadas, compatível com a tecnologia da TV digital, por R$ 2.899. O e-mail é enviado em nome de uma grande loja de comércio eletrônico e tem como objetivo roubar informações dos internautas.
O texto diz que a compra foi aprovada e os valores serão creditados de acordo com as informações contidas no cadastro. Em seguida, oferece um link malicioso para o internauta clicar, caso necessite de mais informações.
“Ao acessar o site sugerido, essa página tenta instalar no computador o programa Mal_banker, de uma família de códigos maliciosos que podem capturar dados bancários, monitorar a navegação dos internautas ou servir de porta de entrada para outros malwares”, afirmou a empresa de segurança Trend Micro, que analisou o e-mail a pedido do G1.

A estratégia pode funcionar quando as vítimas se desesperam com a possibilidade de pagar por um produto que não compraram, clicando no link sugerido para obter mais informações. Outra alternativa que potencializa o golpe é a oferta desse mesmo link, caso o internauta deseje “cancelar a compra em caráter de urgência”.
Esse tipo de golpe é chamada de phishing scam. Com ele, golpistas enviam e-mails sugerindo que os internautas baixem programas, cliquem em links ou visitem sites maliciosos. Quando seguem a sugestão, as vítimas em potencial podem infectar seus computadores com programas geralmente desenvolvidos para o roubo de informações financeiras.
“Os usuários têm de ficar atentos para as informações e solicitações repentinas, principalmente por e-mails de desconhecidos e de estabelecimentos no qual o usuário não fez nenhum cadastro anterior e nenhuma compra”, alerta a Trend Micro.
Grupo usa a internet para doar e receber objetos
OCIMARA BALMANT
da Revista da Folha
Marina Braga Gentile nasceu há 17 dias no Hospital Metropolitano, na Pompéia. Para enfrentar o inverno paulistano, a menina, de 50 cm e 4 kg, saiu da maternidade vestida com casaquinho e sapatinhos de lã. O modelito, novinho em folha, foi presente de desconhecido, via internet. E, atenção, não foi caridade!
A mãe de Marina, a psicóloga Rosângela Braga, 36, participa da Freecycle (www.freecycle.org), rede que reúne internautas doadores e receptores de tudo o que se imagina. Pode ser livro, gato, equipamento odontológico e até piano.
| Beatriz Toledo/Folha Imagem |
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| Rosângela Braga, 36, posa com a filha recém-nascida, Marina, com 17 dias |
“Arrumei todas as roupinhas e vi que faltavam peças de lã. Não pensei duas vezes. Postei o pedido no site e umas dez pessoas se propuseram”, conta a psicóloga, que, pela primeira vez, é receptora.
Desde que soube da iniciativa, há cerca de um ano, Rosângela já doou computador, disquetes, sapatos e livros. “Vi que um americano doou até a casa. Quis participar também e comecei pelo que estava sobrando no meu apartamento. Agora, chegou a minha vez de pedir. Recebi mais do que esperava e muito rapidamente”, relata.
No mundo todo, a Freecycle reúne cinco milhões de pessoas em mais de 80 países. Mas a idéia do que se chama “economia da doação” surgiu despretensiosa, em 2003, no Arizona, EUA. Deron Beal, o fundador, trabalhava para um grupo ambientalista que buscava manter bens utilizáveis fora de aterros sanitários. Um dia, a instituição quis doar materiais de escritório de que não precisava mais, e Beal teve dificuldade em encontrar, com rapidez, alguém que precisasse.
Foi quando percebeu que, se pudesse postar a oferta em uma lista de e-mail, economizaria tempo. Nascia a organização que, hoje, recebe 30 mil novos membros a cada semana. O esquema de funcionamento é simples: o usuário entra no site e se cadastra no grupo da cidade em que mora, para facilitar a troca de informações e a entrega dos objetos. Depois, é só postar os pedidos e doações.
No Brasil, a rede ainda é pequena. Além do grupo de São Paulo, o maior, com 650 membros e pouco mais de dois anos de existência, há apenas outros sete no país. O antropólogo Guilherme Falleiros, 31, é um dos moderadores da lista paulistana. Assim que descobriu o grupo americano, entrou em contato com os organizadores e recebeu permissão para abrir uma “filial” na capital paulista, a primeira do Brasil.
“Me interessei porque a Freecycle possibilita uma solidariedade que não se baseia na caridade, que pressupõe uma desigualdade. Aqui não: doadores e recebedores se confundem, se alternam. E sem que haja troca”, diz.
Há um mês, Guilherme saiu de sua casa em Santo André e foi buscar um gatinho que estava sendo doado na Vila Prudente, na zona leste. Foi sua primeira participação. A atividade do moderador se resume a aprovar ou não as mensagens que são enviadas para a lista. Só são censuradas ofertas que citam valores ou que propõem troca. Fora isso, não há registro formal dos itens que são doados ou aceitos e nenhuma barreira à participação de qualquer pessoa.
Sem explicações
Foi exatamente essa “falta de questionamento” que motivou Rosângela. Ela diz que, assim que pediu as roupinhas para o seu bebê, as únicas perguntas que recebeu, também por e-mail, foram quanto ao sexo da criança e a época do nascimento, além dos votos de “boa sorte no parto”. “Ninguém me perguntou por que eu queria os casaquinhos, como é minha vida ou com o que trabalho”, conta.
Quem participa diz que as indagações são mesmo dispensáveis, já que a idéia não é fazer caridade. “O que faço é por ideologia, pela proposta do não-desperdício. Isso é o que importa”, diz o advogado André Graça, 30, membro há seis meses. Há três semanas, ele doou uma lavadora de alta pressão. Assim que postou a oferta, oito pessoas se manifestaram.
O receptor foi um morador de Osasco, que André nem chegou a conhecer. “Agendamos a data, e ele veio buscar. Eu não estava. Foi a diarista que entregou.” É o segundo objeto que o advogado doa. O primeiro foi um armário.
O designer Maurício de Sousa, 32, também participa pela segunda vez. Mas ele ainda não doou nada. Só recebeu. Assim que se cadastrou, há um mês, ele viu que alguém oferecia um hub (equipamento de informática). Respondeu rapidamente o e-mail, saiu de sua casa em São Bernardo do Campo e foi até Pinheiros buscar a peça.
Na última semana, o site possibilitou que Maurício realizasse o antigo sonho de montar um curso de fotografia. Ele pediu equipamentos fotográficos antigos ou com defeitos, coisa que, com a era digital, muita gente deixou de usar. Duas pessoas responderam à solicitação, e o designer já conseguiu angariar quatro câmeras e um tripé.
“Cuil” promete ser o mais poderoso que o Google. Será?

Anna Patterson é principal programadora por trás do novo buscador Cuil. Ela diz que seu site será melhor que o atual líder, e promete indexar mais conteúdo.
O último produto para buscas na internet criado pela programadora Anna Patterson era tão impressionante que acabou incorporado pelo sistema do líder do mercado, o Google, que comprou a tecnologia e contratou Anna como funcionária.
Agora, Anna acredita que criou um sistema ainda melhor – só que desta vez, a tecnologia não está à venda.
Em vez disso, ela decidiu criar sua própria companhia e entrar na briga pelo mercado de buscas, enfrentando o próprio Google. Na empreitada, conta com a ajuda do marido, Tom Costello, e outros dois ex-engenheiros do Google, Russell Power e Louis Monier.
O novo buscador foi batizado de Cuil – pronuncia-se “cool”, gíria em inglês para “legal”. Com investimentos de US$ 33 milhões, o site entrou em operação nesta segunda-feira (28). Ao entrar, o primeiro “susto” para o usuário é o fundo da tela, todo preto, em oposição ao branco do Google.

Por enquanto, o Cuil busca conteúdo em 120 bilhões de páginas, a maioria em inglês. Conteúdos em outras línguas ainda não foram totalmente indexados e, mesmo quando encontrados, são jogados para as últimas páginas de resultado pelo buscador.
De acordo com Anna, o número de páginas indexadas pelo Cuil já é três vezes maior do que o conteúdo analisado pelo Google. Na sexta-feira, o Google anunciou que analisa, em suas buscas, um trilhão de páginas, mas nem todas entram no índice. O número total de sites indexados pelo Google, portanto, continua em segredo.
Anna afirma que seu site pode superar o Google também em outras características, como a forma de exibir o conteúdo encontrado nas buscas. Em vez de uma seqüência vertical de links, a página de resultados mostra alguns resumos dos sites encontrados pela busca.
Fonte: G1 São Paulo
Acesso à internet de casa cresce 27% em um ano no Brasil
Dados divulgados pelo Ibope/NetRatings nesta quinta-feira (24) apontam que 22,9 milhões de pessoas usaram internet de suas residências em junho deste ano –número 26,9% maior do que o de junho de 2007, mas 1% menor na comparação com maio de 2008.
O volume de pessoas com internet residencial, mas que não necessariamente navegam na web, é de 35,5 milhões. Em junho, com 23 horas e 12 minutos por pessoa, 36 minutos menos do que o tempo de maio, o brasileiro continuou a ser o internauta que mais tempo navegou.
Os países que mais se aproximaram do tempo residencial médio do internauta brasileiro foram a Alemanha (20 horas e 11 minutos), os Estados Unidos (19 horas e 52 minutos), a França (19 horas e 50 minutos) e o Japão (19 horas e 31 minutos).
As categorias com maior crescimento na audiência entre maio e junho foram “Viagens e Turismo” (7,4%), “Casa e Moda” (4,81%) e “Educação e Carreira” (4,02%).
Grupo usa a internet para doar e receber objetos
Marina Braga Gentile nasceu há 17 dias no Hospital Metropolitano, na Pompéia. Para enfrentar o inverno paulistano, a menina, de 50 cm e 4 kg, saiu da maternidade vestida com casaquinho e sapatinhos de lã. O modelito, novinho em folha, foi presente de desconhecido, via internet. E, atenção, não foi caridade!
A mãe de Marina, a psicóloga Rosângela Braga, 36, participa da Freecycle (www.freecycle.org), rede que reúne internautas doadores e receptores de tudo o que se imagina. Pode ser livro, gato, equipamento odontológico e até piano.

“Arrumei todas as roupinhas e vi que faltavam peças de lã. Não pensei duas vezes. Postei o pedido no site e umas dez pessoas se propuseram”, conta a psicóloga, que, pela primeira vez, é receptora.
Desde que soube da iniciativa, há cerca de um ano, Rosângela já doou computador, disquetes, sapatos e livros. “Vi que um americano doou até a casa. Quis participar também e comecei pelo que estava sobrando no meu apartamento. Agora, chegou a minha vez de pedir. Recebi mais do que esperava e muito rapidamente”, relata.
No mundo todo, a Freecycle reúne cinco milhões de pessoas em mais de 80 países. Mas a idéia do que se chama “economia da doação” surgiu despretensiosa, em 2003, no Arizona, EUA. Deron Beal, o fundador, trabalhava para um grupo ambientalista que buscava manter bens utilizáveis fora de aterros sanitários. Um dia, a instituição quis doar materiais de escritório de que não precisava mais, e Beal teve dificuldade em encontrar, com rapidez, alguém que precisasse.
Foi quando percebeu que, se pudesse postar a oferta em uma lista de e-mail, economizaria tempo. Nascia a organização que, hoje, recebe 30 mil novos membros a cada semana. O esquema de funcionamento é simples: o usuário entra no site e se cadastra no grupo da cidade em que mora, para facilitar a troca de informações e a entrega dos objetos. Depois, é só postar os pedidos e doações.
No Brasil, a rede ainda é pequena. Além do grupo de São Paulo, o maior, com 650 membros e pouco mais de dois anos de existência, há apenas outros sete no país. O antropólogo Guilherme Falleiros, 31, é um dos moderadores da lista paulistana. Assim que descobriu o grupo americano, entrou em contato com os organizadores e recebeu permissão para abrir uma “filial” na capital paulista, a primeira do Brasil.
“Me interessei porque a Freecycle possibilita uma solidariedade que não se baseia na caridade, que pressupõe uma desigualdade. Aqui não: doadores e recebedores se confundem, se alternam. E sem que haja troca”, diz.
Há um mês, Guilherme saiu de sua casa em Santo André e foi buscar um gatinho que estava sendo doado na Vila Prudente, na zona leste. Foi sua primeira participação. A atividade do moderador se resume a aprovar ou não as mensagens que são enviadas para a lista. Só são censuradas ofertas que citam valores ou que propõem troca. Fora isso, não há registro formal dos itens que são doados ou aceitos e nenhuma barreira à participação de qualquer pessoa.
Sem explicações
Foi exatamente essa “falta de questionamento” que motivou Rosângela. Ela diz que, assim que pediu as roupinhas para o seu bebê, as únicas perguntas que recebeu, também por e-mail, foram quanto ao sexo da criança e a época do nascimento, além dos votos de “boa sorte no parto”. “Ninguém me perguntou por que eu queria os casaquinhos, como é minha vida ou com o que trabalho”, conta.
Quem participa diz que as indagações são mesmo dispensáveis, já que a idéia não é fazer caridade. “O que faço é por ideologia, pela proposta do não-desperdício. Isso é o que importa”, diz o advogado André Graça, 30, membro há seis meses. Há três semanas, ele doou uma lavadora de alta pressão. Assim que postou a oferta, oito pessoas se manifestaram.
O receptor foi um morador de Osasco, que André nem chegou a conhecer. “Agendamos a data, e ele veio buscar. Eu não estava. Foi a diarista que entregou.” É o segundo objeto que o advogado doa. O primeiro foi um armário.
O designer Maurício de Sousa, 32, também participa pela segunda vez. Mas ele ainda não doou nada. Só recebeu. Assim que se cadastrou, há um mês, ele viu que alguém oferecia um hub (equipamento de informática). Respondeu rapidamente o e-mail, saiu de sua casa em São Bernardo do Campo e foi até Pinheiros buscar a peça.
Na última semana, o site possibilitou que Maurício realizasse o antigo sonho de montar um curso de fotografia. Ele pediu equipamentos fotográficos antigos ou com defeitos, coisa que, com a era digital, muita gente deixou de usar. Duas pessoas responderam à solicitação, e o designer já conseguiu angariar quatro câmeras e um tripé.
Fonte: Folha Online
A próxima atração da TV digital

O MINISTRO DAS COMUNIcações, Hélio Costa, respirou aliviado. Sete meses depois da estréia oficial da transmissão da TV digital no Brasil, surge no mercado o primeiro conversor popular – ou pelo menos com o preço prometido desde o início pelo governo, de R$ 200. Na corrida pelo menor preço, as gigantes Semp Toshiba, Philips e Positivo ficaram para trás. A empresa responsável por tirar do governo o enorme peso que carregava foi a quase desconhecida fabricante de Taiwan, a Proview. O valor mínimo atingido foi de R$ 199. Até então, o conversor mais barato disponível no mercado custava R$ 399. Animado, Costa não tardou a anunciar uma linha de crédito para o financiamento da compra de conversores. Com parcelas mensais de menos de R$ 10, qualquer consumidor poderá adquirir o seu set-topbox. O financiamento é fruto de uma parceria entre o Banco do Brasil e o Banco Postal, com juros de 2,84%. Essa taxa é menor do que as cobradas em outras instituições financeiras, que atingem 7% ao mês.

Após dez anos no Brasil, na Zona Franca de Manaus, a fabricante Proview começa a ser reconhecida por sua marca própria. Com a previsão de atingir um faturamento de R$ 500 milhões no Brasil e cerca de US$ 3 bilhões mundialmente em 2008, a produção da empresa era, em sua maioria, feita em regime de OEM. As fábricas da Proview são responsáveis pela produção de terceiros, incluindo produtos para companhias como Bradesco, Lenovo e Xerox. Com tradição na fabricação de monitores de computador, telas de LCD e DVD players, a entrada no mercado de conversores digitais surgiu da descoberta de um novo nicho. “Quando o governo demonstrou o interesse na TV Digital, começamos a pesquisar essa tecnologia com a ajuda de faculdades”, conta Tseng Ling Yun, presidente da Proview do Brasil. No início, apostou em um modelo sofisticado, mas voltou atrás e optou por algo mais acessível. Com investimento de R$ 5 milhões, chegou a três modelos de conversores. O XPS-1000, de R$ 299, permite conexão à internet em qualquer aparelho de TV. O modelo intermediário, com preço sugerido de R$ 249, terá todas as funcionalidades do XPS-1000, com exceção da capacidade de navegação na web. Já o básico, de R$ 199, é destinado ao público de baixa renda e contará apenas com funções para transformar o sinal.

TSENG LING YUN, PRESIDENTE DA PROVIEW DO BRASIL
A Proview não revela inteiramente como chegou ao preço popular, mais diz que um dos fatores que favorecem a redução de custos é seu modelo de negócios. Com tradição em OEM, a empresa trabalha com uma margem de lucro apertada, de aproximadamente 4,5%. Como uma das maiores fabricantes de eletrônicos da China, a empresa conta com uma produção em larga escala, o que reduz ainda mais os custos. “Outro motivo que nos diferencia de gigantes do setor é nosso gasto reduzido com marketing. Como trabalhávamos pouco com marca própria, não nos preocupávamos com publicidade”, revela Yun. “Além disso, nossos gastos com royalties são mínimos, já que detemos a tecnologia”, acrescenta. Para o desenvolvimento dos conversores, a empresa firmou acordos de cooperação técnica com empresas e instituições de ensino nacionais. Além disso, assim como outras fabricantes de conversores, a Proview é beneficiada por uma isenção do ICMS. O Ministério das Comunicações afirma que o ministro Hélio Costa também está pleiteando junto ao governo federal redução de PIS e Confins, o que diminuiria em cerca de 12% o preço do conversor. Mas, para o analista de TI, Silvio Meira, a única alternativa plausível em tecnologia para redução de preços está na queda de performance. “A velocidade em eletrônica custa caro. A questão da qualidade está condicionada a quanto se pode pagar por ela”, diz.
Fonte: Site Revista :Isto é Dinheiro – E-commerce