O comércio eletrônico como modo de vida para os futuros e-consummers
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A geração atual de jovens, que nasceram na Sociedade da Informação, tem ao seu dispor uma série de inovações tecnológicas, que facilitam suas vidas. Esses jovens não devem nem imaginar o quanto uma simples mensagem poderia demorar a ser entregue ao seu destinatário na época de seus avôs. Hoje em dias as mensagens são enviadas quase que instantaneamente, e das mais variadas formas, sendo as mais utilizadas no nosso cotidiano o celular e a internet. As crianças que ingressam na escola já têm como matéria básica da grade escolar a Informática. A inclusão dessa matéria no currículo escolar dos jovens estudantes acaba se tornando natural, uma vez que sem saber lidar com essas máquinas, seria como se eles tivessem regredido no tempo, para a época das pesadas enciclopédias e das várias anotações feitas em papéis que quase sempre se perdiam entre os livros. Esta geração também costuma demonstrar seus sentimentos com mais facilidade, e não tem medo de expor o que pensam, do que gostam, e o que fazem em suas vidas. A internet permite essa “liberdade de expressão” nos sites de relacionamento, onde se pode encontrar amigos, e por que não conhecer novas pessoas que compartilham dos mesmos gostos, ou até comentar experiências vividas por eles? Toda essa introdução era necessária para que se pudesse imaginar como será a internet, mais especificamente o comércio virtual, daqui a alguns anos, quando chegar a vez desses jovens consumirem. Claro, que com o conhecimento e o domínio que eles possuem sobre informática, e sobre o que se é possível fazer pela internet, não resta muitas dúvidas que eles serão usuários assíduos da rede mundial de computadores, e adeptos a solucionar todos os seus problemas através dela, que lhes proporcionará soluções rápidas, economia de tempo e dinheiro, conforto, e segurança. A internet já tem conquistado seu espaço em nossas vidas, e se desenvolvendo de forma ágil para se adaptar as necessidades de todos os tipos de públicos. Dessa maneira, torna-se difícil imaginar esses jovens realizando compras no comércio tradicional, enfrentando grandes filas, ou tendo que pesquisar preços em várias lojas em um dia que fizer um forte calor, ou pior, que cair uma tempestade. Afinal, se tudo isso pode ser feito no conforto de sua casa, pra que arriscar nos lotados centros comerciais? Esses jovens já são praticamente clientes hoje em dia, pois são eles que escolhem os produtos que desejam nos sites de vendas virtuais, pesquisam os melhores preços e formas de pagamento, e apenas pedem para seus pais, ou qualquer pessoa que possuir um cartão de crédito com disposição para gastar com eles, efetuarem o pedido. A única coisa que irá mudar quando eles forem os consumidores, é justamente essa dependência de outra pessoa, pois eles já terão os seus próprios cartões. O que já é prioridade hoje em dia, e a cada dia que passa será mais e mais buscada pelas lojas, é a plena satisfação de seus clientes, e com as várias ferramentas que a internet dispõe, a relação entre consumidor e cliente será ainda mais estreita, tudo para agradar o consumidor. Até as formas de pagamento vão evoluir, e ficarão cada vez mais facilitadas e fáceis, como por exemplo o pagamento via aparelho celular ou até mesmo pela televisão. E não podemos esquecer que eles contarão com a internet móvel, que vem se desenvolvendo, e já estará popularizada na geração desses jovens que poderão acessá-la de onde desejarem. Ou seja, em viagens de lazer, ou em reuniões de trabalho, a internet poderá estará presente para ajudá-los. Enfim, o e-commerce vem crescendo junto com seus futuros consumidores, e se adaptando para agradá-los em todas as suas necessidades. Procurando novas formas de interação com os clientes para conhecer suas vontades, aumentando cada vez mais a segurança na hora das compras, e facilitando as formas de pagamento, e claro, mantendo a tradição de preços mais baixos dos que são encontrados no comércio tradicional. O e-commerce já está instituído na cultura desses jovens, e já faz parte de suas rotinas. Mais do que uma nova forma de fazer compras, para essa futura geração de e-consummers as compras on-line já são um estilo de vida. |
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Entrega cresce até 60% com venda de itens pela Internet
SÃO PAULO – O aquecimento do comércio eletrônico (e-commerce) vai garantir bom desempenho às empresas de entrega expressa neste final de ano. Corporações privadas vêem um incremento ainda maior, como a DirectLog, segunda no ranking de logística de e-commerce, que calcula crescimento de 60% este mês, em relação a dezembro do ano passado, e a JadLog, ao afirmar movimento 130% maior período. Já a estatal Correios, líder no setor com 45% do market share – no ano passado eram 50% -, deve garantir 30% de avanço em cima de dezembro de 2007. A tendência de queda, em outro segmento, o de entregas expressas, foi apontada pelo DCI, quando o presidente da DHL Express, Joakim Thrane, comentou estar de olho no mercado interno, hoje dominado pelos Correios.
“O consumidor teve um processo de decisão mais cauteloso, havendo em novembro uma desaceleração. Mas em dezembro, o bolo voltou a crescer mais”, comentou Ricardo Fogos, gerente de Pequenas Encomendas dos Correios, ao analisar possíveis impactos da crise econômica internacional. Fogos colocou ainda que os pedidos relativos à entrega de produtos comprados via Internet tiveram início no dia 15 de novembro. O executivo não crê na queda do volume no período, apenas disse que pode haver uma queda no valor do tíquete médio. Os negócios em todo o setor estão focados na entrega de eletrônicos, celulares, DVDs e livros.
Até o final de dezembro, os Correios devem movimentar 1,1 milhão de e-Sedex, sendo 1,6 milhões de encomendas do e-commerce. Já no acumulado do ano, serão mais de 13 milhoes de encomendas, valor 40% acima do do ano passado.
Em relação à queda do market share da estatal, dentro do segmento de e-commerce, o executivo a atribuiu ao surgimento de players interessantes no mercado. Ele crê que os Correios perdem mais nas regiões maiores, mas ganham a partir do momento que chegam às áreas mais remotas do País. Outra característica do negócio é que, dentro do portfólio de serviços da empresa, esse tipo logística cresce sua participação a cada ano: pulou de 5% para 6% em 2008. “Esse canal cresce a taxas de 40%, enquanto a média geral de volumes é de 8%”, como disse.
Além disso, Fogos inclui a entrada de redes varejistas na venda por Internet, como o Wal-Mart e a Casas Bahia, como um impulso extra ao setor. Os Correios atendem no e-commerce Ponto Frio, Compra Fácil, Magazine Luiza e B2W ( Submarino, Americanas, além do Shop Time).
Avanço
A vice-líder do mercado e maior empresa privada do segmento, com 30% do share, tem sua base de negócios concentrada no comércio eletrônico. Com isso, a Direct Express (DirectLog) crê em 60% de crescimento neste mês, em relação ao ano passado – em novembro o índice foi de 45%.
De acordo com Tiago Faus, gerente operacional da Direct, o ano veio muito forte, mas em novembro houve leve queda no volume. “Depois do dia 20, as entregas voltaram a acelerar”, contou.
Faus contabilizou que a empresa deve fechar dezembro com 600 mil entregas, contra as 450 mil registradas em novembro.
Na Direct, cerca de 50% das entregas estão no eixo São Paulo-Rio, atendendo a empresas como B2W (Submarino, Americanas e ShopTime), Livraria Saraiva e Siciliano, além de Embratel e Natura. A empresa conta com uma frota de 265 veículos próprios e 700 terceirizados. Ao todo, são 11 as filiais próprias e 65 unidades credenciadas de entrega.
Franquias
A JadLog quer passar das atuais 330 franquias à casa das 450 em 2009, e tem aproximadamente 30% dos negócios concentrados nas entregas de e-commerce. “Esse numero de entregas no varejo eletrônico é mais que o dobro do ano passado”, confirmou Ronan Hudson, diretor-geral da JadLog. Ele contou que para este mês estão previstas 250 mil entregas – avanço de 130% -. A empresa registrou 120% de incremento ao longo do ano, comparado a 2007.
Em relação ao avanço do número de franquias, Hudson revelou ter absorvido 70 da VarigLog, e pretende ainda saltar a frota aérea de 26 para 28 aviões em 2009, onde começou a operar uma nova rota noturna para Porto Alegre. Hoje, a JadLog conta com frota de 240 caminhões e 800 utilitários por todo o território nacional.
Fonte: DCI.com.br
Fim de ano promissor na internet
Por mais contraditório que possa parecer, um Natal em tempos de crise é promessa de crescimento para as vendas do comércio eletrônico. Isso não se deve a apenas um fator, mas a uma conjuntura que tem gerado expectativas bem positivas para os especialistas e executivos da área: aumento do acesso aos sites de compras em 2008, facilidade de usar a rede para comparar preços sem sair de casa e ainda grandes promoções oferecidas pelos sites.
De acordo com a 18ª edição da pesquisa Web Shoppers, desenvolvida pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) em parceria com a consultoria e-bit, no primeiro semestre de 2008 o e-commerce cresceu acima dos 40%, faturando R$ 3,8 bilhões. Para o segundo semestre, a expectativa é que o consumo chegue à casa dos R$ 8,5 bilhões no ano. Nesse levantamento, entram todos os bens de consumo, exceto carros, pacotes de viagens e passagens aéreas. Segundo o diretor-executivo da camara-e.net, Gerson Rolim, a previsão é modesta, pois leva em consideração a possibilidade de um leve desaquecimento em virtude do ciclo de alta das taxas de juros promovida pelo Banco Central para controlar e reduzir a inflação.
“Se prestarmos atenção que nos Estados Unidos, onde há recessão, houve um crescimento de 25% nas compras em comércio físico após o Dia de Ação de Graças, podemos esperar do e-commerce no Brasil um salto maior do que o previsto.”
E no que depender do número de internautas acessando os sites de comércio eletrônico, o otimismo será concretizado. De acordo com dados do Ibope NetRatings, de outubro de 2007 até o mesmo período de 2008, houve aumento de 20% no segmento. No levantamento referente ao terceiro trimestre do ano, constatou-se que aproximadamente 12 milhões e 900 mil usuários acessaram sites do setor, o que representa 54% do total de pessoas que navegam na rede no País em outubro. Para o fim do ano, a previsão é superar a média de crescimento de 0,5% ao mês, que vem ocorrendo nos últimos meses.
“No ano passado, o mês de dezembro comparado a outubro apresentou um crescimento de 14%, mas talvez esse número aumente em 2008”, diz o analista de mídia do Ibope NetRatings José Calazans.
O crescimento dos acessos e, conseqüentemente, dos valores envolvidos nas transações tem vários fatores. Um deles é a migração de marcas tradicionais que atuavam apenas no varejo físico para a internet, como por exemplo os grupos Wall Mart, Carrefour e Casas Bahia. E nem as empresas bem segmentadas ficam fora dessa tendência. É o caso da AmBev, que acaba de lançar sua loja virtual, a Empório da Cerveja.
“O objetivo é nos aproximar ainda mais do consumidor e oferecer a eles a experiência de marca”, conta a especialista da área de trade marketing da AmBev, Flaviana Rocha. Outro fator importante é a satisfação dos consumidores. Ainda de acordo com a 18ª edição da pesquisa Web Shoppers, de 2001 para 2007, o número de clientes satisfeitos subiu de 78% para 87%. Isso significa que apenas 13,52% dos e-consumers estão insatisfeitos com as lojas virtuais. A internet colaborativa, também conhecida como web 2.0, é um ponto a mais para o comércio eletrônico.
A tendência permite a integração entre as duas partes da transação e possibilita que o site melhore aspectos criticados pelos usuários. A expansão do acesso à banda larga e o aumento da aquisição de bens de consumo pela web por consumidores da classe C também são fatores que prometem contribuir para a contínua expansão do segmento. Então, prepare o bolso e fique de olho na tela.(M.A.)
Fonte: FNDC
Brindes viram aposta do e-commerce
O e-commerce aposta em brindes e “combos” para atrair compradores neste fim de ano.
O e-commerce aposta em brindes e “combos” para atrair compradores neste fim de ano. No Submarino, o site de Natal tem ofertas como “Almanaque Anos 80”, de Mariana Claudino e Luiz André Alzer (Ediouro, 296 págs.), que custa R$ 31,50 e vem com o jogo de perguntas e respostas sobre o livro.
No site do Wal-Mart, quem compra a TV LCD Full HD de 40 polegadas da Samsung, por R$ 3.398, leva um home theater da marca.
Na Lojas Americanas on-line, o chamariz é o sorteio de um Mercedes-Benz Classe C. A cada R$ 100 em compras com cartões Visa ou Visa Electron, a pessoa ganha um cupom para concorrer.
Na promoção do Extra, o internauta precisa escrever dizendo se foi um “bom menino” em 2008. O autor da melhor frase leva R$ 1.000 em vale-compras no site.
As páginas especiais de Natal das lojas tentam dar uma mão na escolha de presentes, com sugestões divididas por faixas de preço e por idade e sexo. O problema é que as dicas segmentadas acabam não ajudando tanto.
No site do Extra, das 23 sugestões para homens entre 26 e 35 anos, duas eram lavadores de alta pressão, quatro eram barbeadores ou máquinas de cortar cabelo, e oito eram monitores LCD. Já o Wal-Mart sugere o mesmo item para “marido, namorado, pai, irmão e amigo”: um cortador elétrico de pêlos de orelha e nariz.
Segurança — A empresa WebTraffic, especializadas em marketing on-line, chama a atenção para que os consumidores façam compras apenas em lojas virtuais conhecidas.
Mesmo que o consumidor se utilize os serviços de pesquisa de preços, uma outra dica é que se fique atento aos preços. Quanto eles estiverem muito baixos, é melhor desconfiar das ofertas e procurar realizar a compra em loja conhecida.
A previsão é de vender 50% mais neste ano,mas consumidore deve ficar atento, pois nessa época do ano muitas fraudes acontecem na internet.
Fonte: Bem Paraná.com.br
Internautas fazem dinheiro com vídeos para o YouTube
Já há quem se sustente com programa de parcerias da empresa, com compartilhamento de receita publicitária
Fazer vídeos para o YouTube – há três anos um passatempo para milhões de pessoas que surfam na internet – tornou-se hoje um ganha-pão. Um ano depois que o YouTube convidou seus membros a se tornarem “parceiros”, e incluiu publicidade em seus vídeos, os usuários mais bem-sucedidos já ganham cifras de seis dígitos com o site. Para alguns, como Michael Buckley, o apresentador autodidata de um programa de bate-papo com celebridades, filmar vídeos engraçados virou uma ocupação em tempo integral.
Em setembro, Buckley deixou seu emprego, depois que seu faturamento online ultrapassou consideravelmente o salário de assistente administrativo de uma empresa de promoção musical. Seu programa online exibido três vezes por semana “é bobinho”, ele disse, mas o ajudou a se livrar da dívida com o cartão de crédito.
Buckley, 33, era o apresentador em tempo parcial de um programa semanal em um canal de acesso público de Connecticut, em meados de 2006, quando seu primo começou a postar fragmentos do programa no YouTube. Os textos humorísticos sobre celebridades atraíram espectadores online; logo Buckley começou a preparar seus segmentos para este público, e chamou o programa exibido na internet “What the Buck?”. Buckley sabia que o programa “só poderia ir até ali em matéria de acesso do público”.
“Mas no YouTube”, afirmou, “recebi 100 milhões de visitas. É uma coisa absolutamente louca.” Precisou apenas de uma câmera Canon de US$ 2 mil, um pedaço de tecido que custou US$ 6 como pano de fundo e um par de holofotes da Home Depot. Buckley é um exemplo do efeito da democratização da comunicação pela internet. Sites como o YouTube permitem que qualquer um que tenha uma conexão de banda larga encontre um público, postando material e promovendo-o online.
É claro que criar um público cativo leva algum tempo. “Passei 40 horas por semana no YouTube por mais de um ano, antes de ganhar alguma coisa”, disse Buckley, mas, pelo menos em alguns casos, o esforço compensou. Buckley é um dos primeiros participantes do programa de parceria do YouTube, que agora tem milhares de participantes, desde realizadores de vídeo de fundo de quintal até grandes companhias de mídia.
O YouTube, subsidiária do Google, coloca anúncios dentro e em volta dos vídeos e divide os ganhos com os criadores. A empresa não quis comentar quanto os parceiros ganham em média, mas o porta-voz Aaron Zamost disse: “Centenas de parceiros do YouTube recebem milhares de dólares ao mês”. Pelo menos alguns fizeram dos vídeos um ganha-pão em tempo integral: Buckley afirmou que ganha mais de US$ 100 mil com anúncios no YouTube.
Fonte: Estado de São Paulo
Comprar só pelo menor preço pode sair caro
Cerca de 10% das pessoas que comprarem online neste Natal não receberão a encomenda. A estimativa é de Mauricio Vargas, diretor-geral do Reclame Aqui (www.reclameaqui.com.br), site que já recebeu neste ano mais de 200 mil reclamações.
O principal motivo, segundo ele, é que “muitos consumidores acabam se guiando apenas pelo menor preço na hora da compra”. Mas o que isso tem de mau? “Lojas fraudulentas usam do suposto menor preço para se destacar e chamar a atenção dos internautas que costumam usar ferramentas de comparação de preços”, explica Vargas.
Para você não cair nesta armadilha, sites como o da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (www.camara-e.net/e-consumidor) e o e-bit (www.tinyurl.com/dicasebit) fornecem dicas para fugir dos golpes. O e-bit (www.ebit.com.br) disponibiliza ainda um ranking das lojas mais confiáveis avaliadas pelos consumidores e separadas por segmento de produto.
Todo mês mais de 17 milhões de usuários passam pelo site de comparação de preços Buscapé (www.buscape.com.br) – o mais usado do País. Mas a ferramenta apenas reúne os preços de diversas lojas, ou seja, não tem nada a ver com a venda propriamente dita. “Temos aumentado a rigidez na hora de incluir novas empresas no site, mas a relação de compra é entre o internauta e a loja, não temos nenhum envolvimento. Logo, o Buscapé não dá nenhuma garantia”, explica Rodrigo Borges, diretor do site.
Para evitar pagar e não receber, uma dica são os serviços de pagamento eletrônico, como o PagSeguro (www.pagseguro.com.br) e o Pagamento Digital (www.pagamentodigital.com.br), o último ligado ao Buscapé. O consumidor, ao comprar em lojas que aceitam o serviço, tem a garantia e a segurança de que, no caso do não recebimento da mercadoria, o dinheiro será devolvido. B.G. e M.V.B.
NÃO MARQUE BOBEIRA
Pedro Guasti
Diretor do e-bit
“O consumidor precisa fazer a parte dele, não pode ser ingênuo.”
Maurício Vargas
Diretor do Reclame Aqui
“Guiar-se apenas pelo menor preço pode ser um erro.”
Fonte: Estado de São Paulo
NÚMEROS DO COMÉRCIO ONLINE NO BRASIL EM 2008
13 milhões
de pessoas devem comprar pela internet
R$ 8,1 bilhões
é o faturamento previsto
1.600 por cento
foi o crescimento desde 2001
21 por cento
dos consumidores pretendem fazer compras em lojas virtuais neste fim de ano
3 por cento
é o quanto as vendas virtuais representam do total do comércio feito pela internet
DEFLAÇÃO NAS LOJAS VIRTUAIS
Segundo pesquisa realizada pelo instituto Provar, da FIA-USP, e a Felisoni Associados, diversos segmentos de produtos apresentaram deflação (redução de preços) nas lojas virtuais no decorrer de 2008. Entre eles, os de eletroeletrônicos, fotografia e informática. Confira ao lado o percentual dessa queda em alguns setores:
Informática: -4,53 %
Eletroeletrônicos: -12,72 %
Brinquedos: -5,89 %
Fotografia: -11,85 %
Livros: -11,69 %
Resolva o seu Natal nas lojas virtuais
Pesquisa da USP mostra que preços estão mais baixos na web, mas é preciso atenção para não cair em golpes
Bruno Galo & Marcus Vinícius Brasil
Em tempos de crise (ou o começo dela), fazer compras de Natal pela web pode significar economia. É o que mostram análises de algumas instituições que acompanham o comércio no País. Segundo levantamento do Provar (Programa de Administração de Varejo), da FIA-USP, neste ano houve uma queda acentuada no valor de diversos produtos vendidos na internet.
“Esse fenômeno não foi registrado nas lojas físicas por nossa pesquisa”, conta Claudio Felisoni, coordenador do Provar. Celulares, por exemplo, tiveram queda de quase 20% do início do ano até novembro (veja a redução em outros segmentos abaixo).
Segundo Felisoni, o principal motivo é que na web é mais fácil comparar preços, o que força sua redução. Além disso, nas lojas físicas a competição não seria tão intensa. E, finalmente, por causa do temor de uma forte redução do consumo nos próximos meses, as empresas estariam apostando na web para desovar seus produtos mais rapidamente neste Natal.
Para Pedro Guasti, diretor geral da consultoria e-bit (www.ebit.com.br), especializada em comércio online, outra vantagem é que “as lojas virtuais têm melhores e mais variadas condições de pagamento”.
Segundo pesquisa da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, o comércio virtual deve crescer 25% neste Natal. O aumento se deve principalmente à expansão do acesso à banda larga no País. E, apesar de a crise econômica mundial já estar causando impactos por aqui, como a alta do dólar, ainda se acredita que o Natal será positivo.
Embora possa se beneficiar ao comprar pela internet, o comprador precisa ter muita cautela no que diz respeito à segurança. Afinal, nesta época do ano cresce o número de fraudes e golpes. Além de correr o risco de pagar e não receber o produto, ao escolher uma loja não confiável o consumidor pode ter expostos dados como o número do cartão de crédito.
Há cerca de seis anos Jefferson Oliveira, de 34 anos, teve sua senha roubada enquanto fazia uma transação bancária na rede. Perdeu cerca de R$ 300, mas isso não o fez desistir de continuar comprando na web. “Aquela experiência ruim fez com que eu ficasse mais atento a algumas questões de segurança. Hoje só navego em sites que tenham avisos de segurança e do computador da minha casa (que precisa estar devidamente protegido contra ataques virtuais).”
No caso de problemas com a entrega, o atendimento das lojas virtuais também costuma ser bastante criticado. Marisa Viana, de 30 anos, que trabalha com segurança da informação, reclama do atraso para receber uma TV de LCD de 32”. “Ligava para o call-center da loja e parecia que eles queriam me vencer pelo cansaço”, lembra ela, que esperou mais de um mês para receber o produto.
Leia abaixo e ao lado dicas de segurança e direitos do consumidor para comprar online com mais tranqüilidade.
Eletrônicos lideram vendas on-line da ’sexta negra’ nos EUA
Wii, iPhone e iPod Touch foram os mais procurados nos sites.
Serviço de pagamentos do eBay registrou alta de 34% nas transações.
As vendas pela internet saltaram na “Black Friday”, ou “sexta-feira negra”, dia seguinte ao feriado de Ação de Graças e data tradicionalmente forte para o varejo dos Estados Unidos. Neste ano, consumidores buscaram principalmente por eletrônicos como o videogame Wii e os aparelhos iPhone e iPod Touch, da Apple, de acordo com os sites eBay e Amazon.com.
Tanto a Amazon.com quanto o eBay tinham previsto uma temporada de festas mais fraca este ano, em meio a um momento em que consumidores cortam gastos por causa da desaceleração econômica.
Mas os compradores nos Estados Unidos estão explorando a internet e as lojas on-line em busca dos melhores preços nesta temporada diante da pior crise econômica desde a Grande Depressão.
O PayPal, serviço de pagamentos online do eBay, registrou alta de 34% nas transações realizadas nesta sexta-feira negra que em relação ao verificado há um ano, informou o eBay no sábado.
O serviço viu as vendas subirem 26% na sexta-feira negra, dia que tradicionalmente dá início à temporada de compras de fim de ano nos Estados Unidos. O PayPal informou que o números de vendas da empresa representam 12% de todo o comércio eletrônico nos Estados Unidos.
A sexta-feira negra é conhecida como o dia em que consumidores enchem lojas de shoppings centers. Enquanto isso, um maior tráfego de internautas é esperado a partir da segunda-feira, apelidada de “Cyber Monday”. Nesse dia, consumidores usam conexões mais rápidas em escritórios para fazer compras.
As vendas pela web durante a temporada de final de ano nos Estados Unidos devem ficar estáveis em cerca de US$ 29 bilhões este ano, de acordo com a empresa de monitoramento comScore.
A Amazon.com informou que o iPod Touch, da Apple, foi o produto de maior venda na manhã de sexta-feira, seguido pela câmera PowerShot, da Canon. O console Wii e o jogo “Wii fit” foram os líderes de vendas na categoria videogames, enquanto o Tag Reading System, da LeapFrog, foi o brinquedo de maior venda. O produto mais procurado no eBay foi o Wii, da Nintendo, sendo que 3.171 dos aparelhos foram vendidos no site.


