Venda virtual desbanca as lojas de rua

Publicado: 17 de março de 2008 em E-commerce
O comércio eletrônico (e-commerce) já desbanca a alta nas vendas das lojas de rua no Brasil. Com o alto potencial de consumo no País, as vendas pela Internet crescem em um piscar de olhos e se tornam um canal de vendas cada vez mais significativo. Na rede de livrarias francesa Fnac, por exemplo, as vendas eletrônicas brasileiras já superaram as feitas pela rede na Itália, Suíça, Portugal, Bélgica e Portugal, somadas.Segundo a pesquisa da Ibope/NetRatings, divulgada recentemente, no período de um ano, o Brasil ganhou 7,1 milhões de novos usuários ativos mensais de Internet em domicílios, o maior crescimento entre os dez países analisados pelo estudo, superando novos internautas nos Estados Unidos e na França; logo, esse mercado deve vivenciar um boom nos próximos anos. Em 2007, o setor movimentou R$ 13 bilhões no País, segundo especialistas.

De acordo com o diretor da Fnac.com, Jérôme Pays, as vendas do e-commerce cresceram 150% no ano passado, enquanto o crescimento total da rede foi 30%. “É o canal que mais cresce; o mercado é muito dinâmico e só deve ampliar com a inclusão digital e um número cada vez maior de pessoas com acesso à banda larga”, diz ele. O executivo afirma que o Brasil é o País em que as vendas mais crescem e onde a rede francesa mais investirá. “O Brasil possui um mercado maduro e a Fnac está investindo pesadamente nesse canal nos últimos anos, ganhando maior participação”, declarou, sem abrir valores.

O e-commerce ainda oferece à rede uma cobertura geográfica maior, pois pode atingir consumidores com alto poder aquisitivo em todo o Brasil. O diretor destaca que a rede é a maior vendedora da marca Apple no Brasil, por exemplo, mas que, apesar de reconhecida, a marca de computadores não pode ser encontrada em todo o País. Já com a Internet, a comercialização desses produtos é democratizada. Hoje, a Fnac possui sete lojas, entre São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba, e deve abrir outras em Porto Alegre (RS), ainda este ano.

Supermercados
As redes supermercardistas também correm atrás da concorrência e entram no e-commerce. O Wal-Mart, que ainda não atua no segmento, diferentemente do Grupo Pão de Açúcar , que possui o serviço, prevê inaugurar seu site no segundo semestre deste ano. O Carrefour diz não ter previsão para oferecer essa opção, mas não descarta esse canal no País.

Enquanto isso, as redes médias e pequenas percebem o filão e intensificam as vendas virtuais. Nos supermercados Sonda, que possui e-commerce desde 2004, as vendas têm crescido mais pela Internet. Em 2007, elas cresceram 51% em relação a 2006. Só no mês de janeiro, as vendas teriam crescido 60% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo o diretor financeiro da rede, Roberto Moreno.

O diretor afirma que é mais fácil fidelizar clientes pela Internet e percebe que o perfil dos clientes está mudando. “Os clientes passam a confiar cada vez mais no serviço e voltam a utilizar o site, principalmente para a compra de produtos que já conhecem e que não têm a necessidade de ver e tocar”, afirma. Os clientes do e-commerce também gastariam mais, ou seja, o tíquete médio é R$ 300.

A rede garante estar aprimorando o site constantemente, e o diretor afirma que a área é uma prioridade para este ano. Inclusive, com investimentos maiores para divulgá-lo.

O Sonda possui 15 lojas e ainda deve abrir pelo menos três unidades em 2008, uma das quais no bairro da Vila Carrão, na zona leste da capital paulista, e uma na Pompéia, zona oeste, ainda neste semestre.

Acesso à Internet
A venda pela Internet também se destaca na Kalunga, segundo o diretor comercial, Hoslei Pimenta. Ele afirma que as vendas por esse canal tem crescimento três vezes maior que o das lojas de rua, sendo que em 2007 registrou 47% a mais do que em 2006. A perspectiva para este ano é que elas aumentem 60%, meta que deve ser alcançada, já que só em janeiro e fevereiro foram 50% maiores do que em iguais meses de 2007.

“A Internet é como se fosse a nossa principal loja, e a tendência é de que cresça ainda mais com maior acesso das pessoas à web. Hoje, a área representa 6% das vendas totais, sendo que antes era 3%”, diz Pimenta. O diretor explica que produtos periféricos ao computador, como cartuchos, CDs, impressoras, também têm sido mais vendidos em função do maior número de pessoas que compram computadores e têm acesso à Internet – inclusive das classes C, D e E.

Segundo Pedro Guasti, diretor-geral da e-bit, empresa que trabalha com informações do comércio eletrônico, a previsão é de que o setor cresça acima de 40% este ano. Ele diz que nos últimos quatro anos o setor cresce de 40 a 50% – enquanto o varejo tradicional segue com alta de 8 a 10% -, o que comprova seu potencial.

Fonte: DCI

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