Spam 02 – Spam aposta em sexo, dinhei­ro e ofensas

Publicado: 16 de julho de 2008 em E-commerce

RAFAEL CAPANEMA
da Folha de S. Paulo

Para identificar as estratégias usadas pelos spammers e testar a eficiência dos antivírus, a reportagem da Folha fez exatamente o oposto do recomendado por especialistas em segurança: clicou nos links mais suspeitos que vieram em mensagens para contas do Gmail, do UOL e do Hotmail.

As espécies de spam mais freqüentes foram velhas conhecidas dos internautas: mensagens de supostas autoridades da Nigéria, comunicados falsos de bancos, ofensas, métodos para aumento de pênis e iscas de cunho sexual.

Reprodução
Mensagem promete fotos e vdeos de garota, mas link resulta em vrus
Mensagem promete fotos e vídeos de garota, mas link têm vírus; e-mails têm cunho sexual

Enquanto boa parte das mensagens não solicitadas consiste apenas em propaganda de produtos e serviços, muitas delas trazem programas prejudiciais ao computador.

Um dos e-mails prometia, em nome do YouTube, um vídeo de Andressa Soares, a Garota Melancia: “Dê uma espiadinha na musa do Créu.” Em vez de imagens da dançarina, porém, o link resultava em um arquivo suspeito.

Uma suposta denúncia de pedofilia era a isca de outra mensagem. Depois de a reportagem executar o arquivo fornecido, o navegador abriu um blog de combate à erotização infantil, enquanto o processo malicioso foi ativado em segundo plano.

Xingamento

Ofender o destinatário é uma das estratégias mais usadas pelos spammers. Entre muitos palavrões, uma mensagem dizia: “O que mais me chocou foi o que você botou na porcaria desse site. Essas fotos são mentirosas e você jamais poderia fazer isso comigo, todo mundo “tá” achando que sou vagabunda por sua causa. Isso quero ver provar na frente do meu pai. Olha aí as porcarias embaixo, quero ver o que me diz agora.”

Alguns e-mails denotam falta de cuidado dos criminosos. Uma mensagem em nome do Gmail tinha como assunto “Detectamos o desuso de nossa ferramenta de segurança”. No corpo da mensagem, o logotipo do serviço de e-mail do Google se misturava a imagens retiradas do portal Terra. O texto, confuso, falava de um suposto programa antivírus cuja instalação seria obrigatória para usuários do Gmail.

Com o sugestivo assunto “Lembra de mim?”, um e-mail trazia uma foto pequena de jovens usando uniformes escolares. “Se não der pra ver direito, clica na foto ou no link pra ampliar. Eu sou a do meio, viu?”

Antivírus

Os testes foram feitos em um computador com Windows XP em três condições: amparado pelos antivírus gratuitos AVG e avast! e, por fim, sem nenhum programa de proteção instalado. Os navegadores usados foram o Internet Explorer 7.0 e o Mozilla Firefox 3.0.

Todos os programas estavam com as atualizações de segurança disponíveis instaladas.

AVG e avast! conseguiram identificar e remover boa parte dos softwares maliciosos recebidos, como o Win32:Banload-FSQ e o Win32:Nimda.

No entanto, alguns dos vírus foram baixados e executados pela Folha sem levantar suspeitas de ambos os programas. Quanto mais novo for o malware, menor é a chance de ele ser detectado pelos antivírus.

Felizmente, muitos sites com vírus são tirados do ar rapidamente –houve diversos casos em que a reportagem tentou infectar o computador, mas não foi bem-sucedida.

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