O que você anda comprando?

Publicado: 4 de agosto de 2008 em E-commerce

Há um certo tempo li um livro chamado “O Nome da Marca – McDonald´s, fetichismo e cultura descartável” de Isleide Arrua Fontenelle, onde a autora, através de um minucioso resgate da história do McDonald´s, demonstra todo o fetichismo criado em torno da marca.

Em sua análise, a aceleração e descartabilidade são os eixos principais que definem o que ela chama de cultura descartável, na qual a marca aparece como “ilusão de forma”. Em outras palavras, compra-se o produto pela marca, pelo que ela representa, pelo que ela proporciona a você ao adquirí-lo.

Até pouco tempo atrás, acredito que essa afirmação seria unânime em qualquer roda de conversa, mas hoje em dia não direi que a marca não influencia o consumo, mas, mais importante do que o fetiche criado em torno dela, está a experiência que o produto proporciona ao consumidor.

Sim, consumidor, não mais cliente. Hoje consumimos e ponto. Quem compra um iPhone, não consome somente um aparelho celular mais sofisticado e suas novas tecnologias, mas também tudo o que é relativo a esse produto. Por exemplo: notícias em blogs, novos programas, atualizações, desbloqueios (por que não?), novos serviços, etc. Uma infinidade de possibilidades que hoje, devido à integração proporcionada pelas Tecnologias de Informação e pela Internet que nos mantém conectados 24hs/7dias por semana /365 dias por ano, criam novas necessidades que serão prontamente satisfeitas por outro objeto de consumo ou serviço.

Não por menos, é verdade que a Apple, considerada uma empresa que cria tendências, ao lançar o iPhone 3G, que por default ficará conectado à banda larga full time, lançou ao mesmo tempo uma nova App Store e o revolucionário serviço Mobile Me, “o caminho simples para manter tudo sincronizado”.

Atitudes como essa, além de agregarem valor ao produto, valorizam também esse novo consumidor, onde o tangível (hardware) não é mais o fim e sim um meio de obter o intangível , nesse caso, estar conectado 24 horas, fazer parte de um grupo/comunidade, estar all-ways on consuming*, etc.

Se a Web já é 2.0, porque não pensar nesse novo cliente, o consumidor 2.0? Então, o que você anda comprando: produto ou novas experiências/possibilidades?

Pense nisso.

*termo utilizado por PatouNuytemans, EAME Digital Director, da Ogilvy, para definir o novo consumidor do século 21.

Fonte: Site iMasters

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