Publicidade online: quer pagar quanto?

Publicado: 14 de agosto de 2008 em E-commerce

Recentes notícias versam sobre o início do processo de investigação da publicidade online por parte do governo americano. As empresas convocadas representam a nata da nata da publicidade via internet mundial (Google, Yahoo!, Microsoft, AT&T, Verizon Communications e AOL), o que demonstra que o objetivo inicial da investigação parece muito amplo e irá afetar (positiva ou negativamente, dependendo das técnicas e estratégias utilizadas por cada empresa) todo o mercado.

Os dados e a privacidade

Esta é uma questão delicada, que todos evitam: como são colhidos os dados para publicidade online? Será que a nossa privacidade é respeitada, de fato?

Talvez pela qualidade dos serviços “gratuitos” oferecidos, talvez pela conveniência em utilizá-los, não nos preocupamos com isso, apenas queremos o serviço bom e estável. Ponto.

Os dados oferecidos como links patrocinados e a sensibilidade às palavras, dando uma relevância sem precedentes a publicidade, são muito apreciados pela propaganda da era digital. Porém, se analisarmos friamente, podemos até sentir um certo pavor, pois é provável que tal relevância seja conseguida baseada na exploração dos dados pessoais. Se a fronteira entre as “políticas de privacidade” e a “invasão de privacidade” não é transposta, no mínimo sua divisão é tênue e pouco segura.

Quer pagar quanto?

Talvez você ache que esse é um preço justo a ser pago pelos serviços oferecidos. Ainda há quem, de forma ingênua, acredite na gratuidade dos serviços. Não são raros os que perguntam: “Mas, se é grátis, como eles ganham dinheiro?”. Pois é, “eles” ganham muito, muito dinheiro, com base na moeda corrente da internet: os dados. Inclusive os seus.

Exagero? Você utiliza, por exemplo, o gmail? Já reparou a curiosa relevância dos anúncios que emolduram suas mensagens? Incrível, não é? São exatamente do mesmo tema da mensagem que você está lendo! Mas, só um momento: para saberem o assunto de minha mensagem eles precisam ler antes de mim, não é? Sim, é. Talvez nos reste, como consolo, saber que não foi nenhum “humano” que leu, que foram API´s sofisticadas que, numa perfeição admirável, relacionaram as palavras comuns de sua mensagem num contexto de relevância, com conceitos modernos de folksonomia e “descobriram” o tema comum da mensagem. Isso te consola?

O rei está nú

Sim, está. Ninguém quer ser herege, ou cuspir no prato em que come. Assim, (quase) todos, agraciados pelos lucros e ganhos significativos da internet em termos de soluções de publicidade dirigidas, fazem vistas grossas à questão da privacidade online, ou, numa atitude muito comum, saem repetindo, aos quatro ventos, as maravilhas dos tempos atuais, os excelentes resultados obtidos e o aquecimento do mercado.

Ok, eu admiro e recebo meus “benefícios” com o crescimento vertiginoso da internet, com o aquecimento do mercado e blá, blá, blá. Porém, a idéia de dar o tiro no próprio pé me parece bem delineada e próxima. É necessário tomar cuidado e respeitar a privacidade das pessoas. Pois, ao contrário da internet, ninguém se sente invadido em sua privacidade ao ler uma revista semanal ou assistir a televisão.

A prudência pode ser posta “ao lado” em meio a euforia das grandes cifras, porém, tal atitude deve ser evitada. O fato é que investigações estão sendo iniciadas, demonstrando que algo, realmente, não está soando bem na “nova” maneira de se fazer publicidade. O senso crítico e, sobretudo, o bom senso, devem servir de norte para empresas envolvidas com internet, mantendo o ambiente saudável e seguro.

Conclusões

Foram necessários diversos anos de trabalho duro por parte de diversos profissionais, empreendedores, visionários e gênios da internet para chegarmos no nível elevado de qualidade e penetração que temos hoje.

A internet é respeitada como uma grande e importante mídia, gerando boas receitas e expandindo um grande mercado para profissionais de diversos ramos. Por mais que pareça algo na contra-mão, o cuidado e a sensibilidade no trato com os dados dos nossos usuários devem ser uma constante.

A internet deve ser um lugar seguro, amplo, irrestrito e democrático, respeitando, sobretudo, o direito à privacidade que todos temos, garantidos por diversas leis que regem todas as nações democráticas do mundo. Assim, de forma responsável e sem ganância excessiva, o crescimento será estável, seguro e responsável.

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