Guarda-Roupa Eletrônico

Publicado: 28 de agosto de 2008 em E-commerce

Consumir moda pela internet está virando uma febre no Brasil, com a ampliação do número de lojas virtuais.

GIOVANNA – À frente do site E-Closet, que oferece até consultoria

SÃO PAULO – Priscila Malfitani causa estranheza quando diz que comprou sua cachorrinha, Bibi, pela internet. E não foi só a Border Collie que a gerente de projetos adquiriu pela rede. “Já comprei CDs, livros, TV e lingerie”, conta. “Mas peças de roupa, só quando é produto estrangeiro, pois todas as medidas seguem um padrão.” Fã do e-commerce, a jornalista Aline Ridolfi tem a mesma opinião. “Acho o máximo não precisar rodar, estacionar ou pegar fila”, fala. No entanto, quando o assunto é roupa, “complica, porque eu tenho que experimentar.”

Assim pensam hoje muitos consumidores on-line. Opinião bem diferente da que se tinha por volta de 1995, quando surgiam as primeiras lojas virtuais no Brasil. “O e-commerce deu um salto desde seu lançamento até hoje. O ano de 2006 foi o melhor de todos, mas 2008 será mais forte”, prevê a especialista em comércio eletrônico Lígia Dutra. “O faturamento das lojas virtuais atingiu R$ 227 milhões no período que antecedeu o Dia dos Namorados, em 2007. O resultado é 47% superior ao observado no mesmo período de 2006.”

A moda se firma como o setor mais ascendente no e-commerce. “Roupas e acessórios estão ganhando espaço”, observa Lígia. E o mundo fashion está de olho na rede. Em junho, veículos especializados em moda anunciaram a estréia do E-Closet. O site é recheado por peças de marcas como Cris Barros, Jo de Mer, Pelu e Reinaldo Lourenço, que prepararam, inclusive, criações exclusivas para serem vendidas na loja virtual.

A proprietária do E-Closet, Giovanna Lemes Motta, não gosta do termo “luxo”, mas seus produtos são voltados para esse mercado. “Foi um ano e meio de trabalho para colocar o site no ar. Para ajudar o cliente, é oferecida uma consultoria de moda e venda, por meio de um chat”, completa Giovanna, que, dessa forma, promete resolver as dúvidas de quem ainda tem receio de comprar moda via net.

SUPERDESCONTOS

No mesmo segmento do E-Closet, mas sem a consultoria, há o Superexclusivo, que abriga grifes como Francesca Giobbi, Miss Sixty e Pollignanno Al?Mare. A diferença é que as peças podem ser adquiridas com descontos de até 80%, pois são sobras de coleções. No ar desde novembro de 2007, este outlet virtual só autoriza o ingresso de quem recebe o convite vindo de outro cliente. “É para não queimar o fornecedor, já que os preços são muito baixos”, explica Juliana Messenberg, uma das sócias do site, que conta com 15 mil clientes.

A primeira compra virtual de Carla Girello, empresária, foi um vestido da Cris Barros, no Superexclusivo. Virou cliente vip. “Tem grifes que adoro, preços ótimos e atendimento personalizado”, elogia. “Se tiver opção de trocas, não vejo problemas.”

Outra boa alternativa on-line para compras é a Khoris. Pioneira na venda on-line de moda no Brasil, a loja está na ativa desde 2005. Segundo Thiago Rosa, o proprietário, a proposta é ser um shopping. “Não vendemos peças de luxo, e procuramos um preço final igual ou menor ao da loja física”, diz. Thiago largou o mercado financeiro para se dedicar à Khoris, que tomou corpo. “O mercado aqui tem muito potencial”, observa.

Em contraponto às lojas citadas, há o Elo7, especializado em produtos feitos à mão. Este entrou no ar em março e já conta com 700 artesãos, cada um com sua loja. “O site recebe cerca de 4 mil visitantes por dia. Os produtos são diferenciados e é possível personalizá-los”, explica o responsável Juliano Ipolito.

Esses endereços eletrônicos têm a mesma história. Todos foram baseados em sites internacionais de e-commerce fashion, como o Net-a-Porter e Private Outlet. As vantagens financeiras de uma loja virtual são atrativos para os negócios. Foram citados o baixo custo para criar e manter a loja, o alcance global da internet e o risco zero de inadimplência, uma vez que o comprador paga antecipadamente.

As trocas são sempre possíveis e há devolução do dinheiro em casos de decepção com a compra. Normalmente, os pagamentos são feitos via boleto ou cartão de crédito, e os endereços devem contar com sistemas seguros de transação. Tudo para garantir um novo look sem sair de casa.

Mariana Abreu Sodré e Nathalia Birkholz – O Estado de S.Paulo

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