Brigada Militar no RS é avisada sobre crimes em bate-papo online

Publicado: 7 de outubro de 2008 em E-commerce

Lojistas adicionam polícia em ferramenta de mensagens instantâneas. Número de roubos diminuiu 51% em relação a 2007, segundo a polícia.

Chefes geralmente torcem o nariz quando ferramentas de mensagens instantâneas são instaladas nos computadores das empresas. Mas para a polícia de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o que é considerado perda de produtividade em algumas empresas se transformou em um importante instrumento de combate ao crime.

Desde março, policiais do 26º Batalhão da Brigada Militar de Cachoeirinha instalaram um programa de bate-papo online e ficam em contato com 30 pequenos e médios comerciantes do município. Eles avisam os policiais quando há tentativa de assalto nas lojas ou mesmo quando presenciam roubos a pedestres.

O capitão Eduardo Ramos, de 36 anos, explicou ao G1 que, de março a setembro, o índice de roubo ao comércio diminui 51% em comparação ao mesmo período de 2007. “Resolvemos usar a tecnologia em prol da segurança pública. Conversamos com alguns segmentos da sociedade e, então, surgiu a idéia de permitir a comunicação direta dos comerciantes que possuem internet e computadores em seus estabelecimentos com a Brigada Militar”, disse Ramos.

Segundo Ramos, a iniciativa é produtiva porque apenas comerciantes cadastrados no Sindicato do Comércio Varejista de Cachoeirinha (Sindilojas) podem adicionar a Brigada Militar como um contato. Como a participação é restrita, não há risco de a polícia receber trotes pelas mensagens instantâneas.

“Cerca de 70% das ligações para o 190 que nós recebemos são trotes. Já pelo computador, se a pessoa entra e pede ajuda, nós imediatamente mandamos uma equipe para o local”, afirmou.

Alguns comerciantes também instalam webcams. Em caso de assalto, os policiais observam o interior da loja via internet.

“Podemos alertar a equipe que está se deslocando para o local sobre a movimentação dos criminosos, descrevemos as características dos suspeitos e avisamos os agentes caso alguém esteja escondido ou armado”, disse Ramos.

De acordo com o capitão, a iniciativa deu tão certo que outras cidades do Rio Grande do Sul já estão implantando projetos similares.

Fonte: G1

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