Criminosos usam informações da web para ameaçar internautas

Publicado: 28 de outubro de 2008 em E-commerce

Golpistas coletam dados em diferentes sites ou com a invasão do PC. Grupo de empresários chegou a sofrer ameaça de seqüestro via e-mail.

Atentos às informações pessoais disponíveis na internet, criminosos passaram a usar esses dados para ameaçar internautas. Ao conseguir obter informações sobre rotina, família e amigos, os golpistas podem constranger e também aterrorizar seu alvo. As informações usadas como ferramenta para esse tipo de golpe podem ser obtidas em redes sociais, em outros tipos de sites ou até mesmo após a invasão do computador da vítima.

Uma delegacia em Curitiba é especializada em crimes cometidos pela internet. As investigações são lentas e difíceis, porque do outro lado da rede existe alguém que sabe como se esconder e despistar. “Você não tem como saber se ele pretende simplesmente aterrorizar, causar constrangimento ou se ele quer agredir, quer se aproximar e tentar uma violência ou até matar a vítima”, afirma o delegado Demétrius Oliveira. 

Vítima desse golpe, um homem que usa a internet como ferramenta de trabalho diz que nunca freqüentou páginas de relacionamento ou salas de bate-papo. Mesmo assim, passou a receber mensagens de alguém que parecia conhecer cada passo que ele dava. “Comecei a receber alguns e-mails, dizendo: ‘Ó, esteve em São Paulo, como foi lá?'”, lembra. Logo vieram as ameaças. “O problema é que começou a envolver família, com ameaças de que algo aconteceria ao meu filho no dia seguinte”, conta.

Em uma mensagem enviada a um grupo de empresários, uma quadrilha prometeu seqüestrar um deles. Dizia estar perseguindo o grupo e conhecer a rotina de cada um. Depois os criminosos exigiram dinheiro para não cumprir as ameaças.

Em outro caso, o computador de uma mulher foi invadido. Informações pessoais se tornaram uma arma contra ela e as amigas. “Ameaça de morte, de estupro, de violência, diziam que iam me violentar, ameaça de assalto”, diz. “Temos uma grande suspeita, mas não temos como provar. Espero que provem, que eles paguem pelo que estão fazendo e espero ter minha vida de volta”, continua.

O delegado dá dicas para que os internautas não sejam vítimas desse tipo de golpes. “O ideal é que evidentemente se evite passar muitas informações pessoais, fornecendo endereços e aspectos íntimos e de familiares que possam subsidiar um criminoso na coleta de informações.”

Fonte G1 – SP

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