Resolva o seu Natal nas lojas virtuais

Pesquisa da USP mostra que preços estão mais baixos na web, mas é preciso atenção para não cair em golpes

Bruno Galo & Marcus Vinícius Brasil

Em tempos de crise (ou o começo dela), fazer compras de Natal pela web pode significar economia. É o que mostram análises de algumas instituições que acompanham o comércio no País. Segundo levantamento do Provar (Programa de Administração de Varejo), da FIA-USP, neste ano houve uma queda acentuada no valor de diversos produtos vendidos na internet.

“Esse fenômeno não foi registrado nas lojas físicas por nossa pesquisa”, conta Claudio Felisoni, coordenador do Provar. Celulares, por exemplo, tiveram queda de quase 20% do início do ano até novembro (veja a redução em outros segmentos abaixo).

Segundo Felisoni, o principal motivo é que na web é mais fácil comparar preços, o que força sua redução. Além disso, nas lojas físicas a competição não seria tão intensa. E, finalmente, por causa do temor de uma forte redução do consumo nos próximos meses, as empresas estariam apostando na web para desovar seus produtos mais rapidamente neste Natal.

Para Pedro Guasti, diretor geral da consultoria e-bit (www.ebit.com.br), especializada em comércio online, outra vantagem é que “as lojas virtuais têm melhores e mais variadas condições de pagamento”.

Segundo pesquisa da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, o comércio virtual deve crescer 25% neste Natal. O aumento se deve principalmente à expansão do acesso à banda larga no País. E, apesar de a crise econômica mundial já estar causando impactos por aqui, como a alta do dólar, ainda se acredita que o Natal será positivo.

Embora possa se beneficiar ao comprar pela internet, o comprador precisa ter muita cautela no que diz respeito à segurança. Afinal, nesta época do ano cresce o número de fraudes e golpes. Além de correr o risco de pagar e não receber o produto, ao escolher uma loja não confiável o consumidor pode ter expostos dados como o número do cartão de crédito.

Há cerca de seis anos Jefferson Oliveira, de 34 anos, teve sua senha roubada enquanto fazia uma transação bancária na rede. Perdeu cerca de R$ 300, mas isso não o fez desistir de continuar comprando na web. “Aquela experiência ruim fez com que eu ficasse mais atento a algumas questões de segurança. Hoje só navego em sites que tenham avisos de segurança e do computador da minha casa (que precisa estar devidamente protegido contra ataques virtuais).”

No caso de problemas com a entrega, o atendimento das lojas virtuais também costuma ser bastante criticado. Marisa Viana, de 30 anos, que trabalha com segurança da informação, reclama do atraso para receber uma TV de LCD de 32”. “Ligava para o call-center da loja e parecia que eles queriam me vencer pelo cansaço”, lembra ela, que esperou mais de um mês para receber o produto.

Leia abaixo e ao lado dicas de segurança e direitos do consumidor para comprar online com mais tranqüilidade.

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