Lojas virtuais: cases de sucesso

Publicado: 19 de março de 2009 em Comércio Eletrônico (E-commerce), Como montar loja virtual, E-commerce, e-commerce

Conheça algumas empresas que investiram em soluções específicas para seus negócios

A maioria dos grandes portais está oferecendo soluções de lojas virtuais para pequenas e médias empresas que nunca se arriscaram nesta seara. Para tentar abocanhar esses consumidores brasileiros, até no exterior, o investimento em uma loja on-line começa com menos de R$ 50. Há ainda fornecedores exclusivos de ferramentas para comércio eletrônico e dependendo do tamanho da operação, o desenvolvimento é taylor made. A Casas Bahia, por exemplo, para lançar a sua primeira loja virtual da rede investiu R$ 3,7 milhões em desenvolvimento. Segundo a empresa, trata-se do primeiro site no mundo desenvolvido em cima de uma plataforma de mainframe – um computador de grande porte que processa os dados da loja segundo a segundo.

Para o professor de comércio eletrônico da Universidade Mackenzie, Dailton Felipini, os empreendedores devem comparar as soluções oferecidas e ver o que melhor se adapta em termos de custos e benefícios para o seu negócio. “Para pequenas e médias empresas, contar com ferramentas prontas é muito melhor pela facilidade, agilidade e também porque já foram testadas e aprimoradas”, comenta. “Agora para grandes operações, as mudanças são tantas que vale investir em um desenvolvimento próprio contando com vários fornecedores”. Ele compara a escolha à compra de um terno: você pode comprar um pronto em uma loja de shopping ou mandar fazer com um alfaiate. “Demora mais, dá mais trabalho, leva muito tempo e custa mais caro, mas será do jeito que o cliente quer”.

A importadora de vinhos Mistral lançou sua loja virtual em 1999. Desde aquela época, pesquisam fornecedores e fazem melhorias na operação. “Como em qualquer negócio, todas as possibilidades são analisadas e buscamos o que for melhor para integrar com a organização e o sistema que temos”, conta Rogério Bravim, gerente de comércio eletrônico. Depois da loja pronta, é a hora de atrair clientes e para isso, os links patrocinados tem funcionado como a principal ferramenta de marketing.

Os principais buscadores, entre eles o Google, são os canais mais fáceis para dar visibilidade à loja. Além disso, a segurança e a entrega no prazo são vitais para que a loja seja reconhecida pelos clientes e pela comunidade on-line. Segundo Pedro Giusti, diretor do e-Bit e vice-presidente da Câmara e-Net, o consumidor também tem de fazer a sua parte, ou seja, não se deixar levar por preços milagrosos, lojas sem contatos no site, empresas que enviam spam. “Essas práticas devem ser banidas da rede e como em qualquer ambiente, só os competentes vão sobreviver e ter sucesso on-line”.

Escolha da solução

Em 2001, João Walter Júnior , diretor da Fasteletronic (www.fasteletronic.com.br), abriu a loja virtual com uma solução caseira e ferramentas bem básicas. “Só tinha um carrinho de compras”, relembra. Desde então, ele tem feito upgrades em seu negócio e buscado fornecedores que garantam acima de tudo estabilidade. “Se meu site ficar fora do ar um minuto, posso perder uma venda para um concorrente”. Há quatro anos, ele usa os serviços da DotStore, empresa especializada em criar lojas virtuais. Na sua escolha, pesou a infra-estrutura oferecida e o atendimento personalizado. Para desenhar o layout da loja, contratou uma outra empresa associada, a Layout e Cia. “A loja tem o desenho que imaginamos e as ferramentas de ponta oferecidas pela DotStore”.

A DotStore (www.dotstore.com.br) possui mais de 400 clientes e está no mercado há um ano e três meses. Antes disso, para desenvolver o sistema foram gastos mais de três anos. A solução oferece hospedagem, gestão de pagamentos, estoques, ofertas, cross selling, B2B e templates para a criação de layout. A taxa inicial é de R$ 350,00 e as mensalidades variam de R$ 55 a R$ 600. Para este ano, devem lançar o WebService que vai integrar totalmente a loja real com a virtual. “Estamos sempre trabalhando em ferramentas mais robustas”, conta o fundador e diretor de projetos, Felipe Martins. “A nossa diferença para os grandes portais é que temos um leque de opções de serviços bem maior. Aqui a hospedagem é só uma parte pequena do nosso negócio. Para os portais, é a principal”.

Uma solução mista também foi a preferida pela importadora de vinhos Mistral (www.mistral.com.br). De acordo com o gerente de comércio eletrônico, Rogério Bravim, “naturalmente qualquer solução é composta por várias “expertises”, isso envolve pessoal interno e terceiros, sendo a integração a razão do sucesso.” Para ele, a segurança é um dos pilares do comércio eletrônico e por isso estão sempre buscando oferecer uma experiência de compra muito segura. “Não armazenamos dados de cartões de créditos de clientes, não vendemos ou alugamos nossa base de dados para terceiros e estamos certificados por um dos maiores selos de segurança do mundo, usado pela maioria dos bancos, que se utiliza de criptografia forte para garantir a transação de compra”, comenta.

Também a segurança foi uma preocupação dos desenvolvedores do site da Casas Bahia (www.casasbahia.com.br) com a escolha de um parceiro para este quesito a IBM. Para montar essa operação gigante, eles contrataram ainda o Clear Sal, para checar as informações transacionais; a Aúnica, responsável pela implementação do software Omniture e a Atlas Solutions, que é uma plataforma de monitoramento e hospedagem de campanhas de mídia on-line.

Segundo Dailton Felipini, professor de comércio eletrônico da Universidade Mackenzie, o importante é buscar agregar valor ao negócio com recursos mercadológicos que possam, por exemplo, fazer promoções cruzadas – oferecer um produto similar na hora do fechamento da compra – ou ainda mandar um e-mail se a compra for interrompida. “Tudo deve ser levado em conta para que a loja tenha resultado e que o investimento seja em uma solução pronta, em uma mista ou uma própria que atenda às necessidades de quem quer vender e principalmente de quem quer comprar”.

Fonte: Diário do Comércio

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