Relatório aponta crescimento em todos os negócios ligados à internet

Publicado: 17 de novembro de 2009 em Comércio Eletrônico (E-commerce), Como montar loja virtual, E-commerce, e-commerce
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Seja em número de usuários, base de banda larga, anunciantes, comércio eletrônico ou qualquer outro indicador, as perspectivas do mundo digital brasileiro mostram apenas curvas ascendentes para os próximos anos. Essa é a conclusão do mais recente relatório sobre o Brasil online, que acaba de ser divulgado pela consultoria americana eMarketer.

Investimentos em publicidade online crescerão dois dígitos em 2009, diz consultoria

Especializada em pesquisas e análises sobre internet, negócios pela rede, marketing online, mídia e tecnologia, a eMarketer agregou e analisou relatórios e estudos feitos e divulgados recentemente pelas mais variadas fontes. Entre elas, estão as consultorias e empresas de pesquisa PricewaterhouseCoopers, Deloitte, e-Bit, Nielsen e Ibope.
Ao juntar a profusão de informações dispersas, a consultoria buscou entender o impacto da internet no país, bem como as curvas de tendências que cria e têm afetado _e influenciarão cada vez mais_ o mundo dos negócios.
Segundo a eMarketer, a tendência é de crescimento e rápida expansão da base de usuários, de adoção em massa de atividades online incluindo comércio eletrônico e mídias sociais, de aumento dos gastos com publicidade online e de novas oportunidades para chegar aos consumidores por meio de celulares.
“Como acontece com qualquer tecnologia, quando a internet atingir a maturidade, o crescimento dos negócios começará a se reduzir”, diz Celso Kassab, sócio da área de consultoria empresarial da Deloitte. “Só que levará no mínimo dez anos para isso.”
Entre os motivos, diz Kassab, está o fato de, apenas no ano passado, o número de computadores ter passado, em vendas, o de televisores. Além disso, diz ele, há novas tecnologias de banda larga chegando ao país, como o Wimax e a PLC, que é a internet pela rede elétrica. “Em dois ou três anos, haverá muita competição nessa área e a banda larga irá se popularizar enormemente”, afirma.
A eMarketer prevê que a banda larga, hoje presente em 23% dos domicílios brasileiros, deverá chegar a 36% dos lares, até 2013. “A banda larga residencial é uma das medidas mais importantes no avanço do uso da internet”, afirma o relatório.
Nesse círculo virtuoso, o número de usuários que acessa a internet pelo menos uma vez por mês, irá de 22% da população brasileira, para 31%, no mesmo período. “Como praticamente toda a população das classes A e B já usa a internet de maneira intensiva, as empresas de comércio eletrônico começam a criar produtos e ofertas específicas para as classes C e D, que representam 60% dos novos consumidores”, diz Pedro Guasti, diretor-geral da consultoria e-Bit.
Sites populares
Além do tradicional parcelamento e dos produtos mais baratos, para falar com esse público os sites estão se tornando mais fáceis de navegar. O frete também é eliminado e, em alguns casos, as redes varejistas têm criado marcas de combate. É o caso da Giuliana Flores que, consolidada junto aos consumidores de maior poder aquisitivo, lançou o site Nova Flor, que tem arranjos a partir de R$ 16,90. Além da classe C, a Nova Flor fez sucesso entre os universitários.
“Vimos recentemente a entrada na rede de varejistas muito tradicionais, como Casas Bahia, Walmart e o Carrefour, que deve ter seu site de comércio eletrônico no ano que vem”, afirma Guasti. “Ninguém mais pode se dar ao luxo de ficar fora da internet porque o padrão de consumo mudou.”
Pesquisa da Deloitte feita com 109 empresas, em setembro, mostrou que apenas 2% dos entrevistados acreditam que o consumidor online compra produtos ou serviços por impulso, sem uma avaliação criteriosa. “As empresas sabem que [na internet] estão lidando com consumidores mais exigentes e com maior poder de decisão”, diz Patricia Sousa, gerente da área de varejo e bens de consumo da Deloitte.
Além de pesquisar na rede antes de ir às lojas, os consumidores têm mesmo comprado mais. Segundo a e-Bit, o comércio eletrônico tem crescido a uma taxa média de 40% ao ano, nos últimos cinco anos. O pico de crescimento foi em 2006, com alta de 76% sobre o ano anterior. Motivo: Copa do Mundo. “O ano que vem será excelente para o comércio eletrônico pela mesma razão”, diz Guasti.
Em 2009, o comércio eletrônico movimentará R$ 10,5 bilhões no país. Não se incluem aí as passagens aéreas e os sites de leilão, como o Mercado Livre. A tendência é de manter o percentual de crescimento em 2010.
Fonte: Último Segundo IG

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