Dados da empresa americana CyberSource se referem ao setor no mundo. No mercado brasileiro, o valor gira em torno de US$ 500 milhões.

Um levantamento produzido pela CyberSource, empresa americana especializada em soluções de segurança, afirma que, só na América do Norte, em 2009, o comércio perdeu pouco mais de três bilhões de dólares devido a trapaças cometidas em pagamentos online, ou seja, 1,2% da receita total do setor. Globalmente, a perda é de mais 10 bilhões de dólares ao ano, de acordo com uma projeção feita a partir dos dados obtidos no continente norte-americano.

Apesar dos valores exorbitantes, nem tudo está perdido. É a primeira vez, desde 2003, que o índice sofre queda em relação ao ano anterior – em 2008, o saldo foi de 1,4%. Outro dado interessante é que o percentual de transações autorizadas que, mais tarde, se mostraram fraudulentas, foi de 0,9%, dois décimos a menos se comparado ao ano anterior. Nunca antes o índice havia ficado abaixo do 1%.

Curiosa é a diferença existente entre o valor das transações legais e as fraudes. Enquanto os pagamentos que se concretizam têm um gasto médio de 115 dólares por compra, os criminosos tentam extrair em média 200 dólares. 

Vetados
Devido aos problemas com fraudes no comércio eletrônico, muitas companhias se recusam a vender para países específicos (20%), ou para qualquer nação no exterior (5%). Mesmo as empresas que oferecem tal facilidade afirmam que, em média, o número de transações rejeitadas devido a suspeitas de irregularidade é três vezes maior em relação às vendas no mercado doméstico. A proporção significa que, em cada 13 encomendas internacionais, uma é bloqueada.

Ainda assim, a situação tem se equilibrado. Se em 2008 4% das transações internacionais foram identificadas como fraudulentas, em 2009 esse número caiu dois pontos percentuais. Nacionalmente a diferença foi bem menor, de 1,1% para 0,9%. Se a tendência se mantiver, é bem capaz que nos próximos anos o número de lojas que recebem encomendas do exterior aumente – atualmente, só 54% delas aceitam requerimentos de outros países que não o próprio.

Na lista das nações com maior índice de rejeição, a Nigéria lidera; 50% das lojas pesquisadas não vendem para o país. Em segundo lugar vem Gana, 45%, com a Indonésia e a Malásia atrás, 30%. O Brasil está em sétimo lugar, sendo preterido por 15% das empresas de comércio eletrônico.

Brasil
No País, as perdas com fraude no comércio eletrônico giram em torno de 500 milhões de dólares ao ano, ou 1,2% de todos os pagamentos – similar ao índice global.

Para Doug Schwegman, diretor da CyberSource Corporation, que deu palestra durante o E-Commerce Summit, realizado nesta quinta-feira (6/05), em São Paulo, o Brasil deve compartilhar o conhecimento que tem sobre fraudes nos pagamentos online, para que, a partir de parcerias globais, possa aprimorar as práticas a fim de solucionar problemas com as vendas pela internet.

Fonte: IDG Now – Por Ricardo Berezin

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