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Por mais contraditório que possa parecer, um Natal em tempos de crise é promessa de crescimento para as vendas do comércio eletrônico. Isso não se deve a apenas um fator, mas a uma conjuntura que tem gerado expectativas bem positivas para os especialistas e executivos da área: aumento do acesso aos sites de compras em 2008, facilidade de usar a rede para comparar preços sem sair de casa e ainda grandes promoções oferecidas pelos sites.

De acordo com a 18ª edição da pesquisa Web Shoppers, desenvolvida pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) em parceria com a consultoria e-bit, no primeiro semestre de 2008 o e-commerce cresceu acima dos 40%, faturando R$ 3,8 bilhões. Para o segundo semestre, a expectativa é que o consumo chegue à casa dos R$ 8,5 bilhões no ano. Nesse levantamento, entram todos os bens de consumo, exceto carros, pacotes de viagens e passagens aéreas. Segundo o diretor-executivo da camara-e.net, Gerson Rolim, a previsão é modesta, pois leva em consideração a possibilidade de um leve desaquecimento em virtude do ciclo de alta das taxas de juros promovida pelo Banco Central para controlar e reduzir a inflação.

“Se prestarmos atenção que nos Estados Unidos, onde há recessão, houve um crescimento de 25% nas compras em comércio físico após o Dia de Ação de Graças, podemos esperar do e-commerce no Brasil um salto maior do que o previsto.”

E no que depender do número de internautas acessando os sites de comércio eletrônico, o otimismo será concretizado. De acordo com dados do Ibope NetRatings, de outubro de 2007 até o mesmo período de 2008, houve aumento de 20% no segmento. No levantamento referente ao terceiro trimestre do ano, constatou-se que aproximadamente 12 milhões e 900 mil usuários acessaram sites do setor, o que representa 54% do total de pessoas que navegam na rede no País em outubro. Para o fim do ano, a previsão é superar a média de crescimento de 0,5% ao mês, que vem ocorrendo nos últimos meses.

“No ano passado, o mês de dezembro comparado a outubro apresentou um crescimento de 14%, mas talvez esse número aumente em 2008”, diz o analista de mídia do Ibope NetRatings José Calazans.

O crescimento dos acessos e, conseqüentemente, dos valores envolvidos nas transações tem vários fatores. Um deles é a migração de marcas tradicionais que atuavam apenas no varejo físico para a internet, como por exemplo os grupos Wall Mart, Carrefour e Casas Bahia. E nem as empresas bem segmentadas ficam fora dessa tendência. É o caso da AmBev, que acaba de lançar sua loja virtual, a Empório da Cerveja.

“O objetivo é nos aproximar ainda mais do consumidor e oferecer a eles a experiência de marca”, conta a especialista da área de trade marketing da AmBev, Flaviana Rocha. Outro fator importante é a satisfação dos consumidores. Ainda de acordo com a 18ª edição da pesquisa Web Shoppers, de 2001 para 2007, o número de clientes satisfeitos subiu de 78% para 87%. Isso significa que apenas 13,52% dos e-consumers estão insatisfeitos com as lojas virtuais. A internet colaborativa, também conhecida como web 2.0, é um ponto a mais para o comércio eletrônico.

A tendência permite a integração entre as duas partes da transação e possibilita que o site melhore aspectos criticados pelos usuários. A expansão do acesso à banda larga e o aumento da aquisição de bens de consumo pela web por consumidores da classe C também são fatores que prometem contribuir para a contínua expansão do segmento. Então, prepare o bolso e fique de olho na tela.(M.A.)

Fonte: FNDC

O e-commerce aposta em brindes e “combos” para atrair compradores neste fim de ano.

O e-commerce aposta em brindes e “combos” para atrair compradores neste fim de ano. No Submarino, o site de Natal tem ofertas como “Almanaque Anos 80”, de Mariana Claudino e Luiz André Alzer (Ediouro, 296 págs.), que custa R$ 31,50 e vem com o jogo de perguntas e respostas sobre o livro.

No site do Wal-Mart, quem compra a TV LCD Full HD de 40 polegadas da Samsung, por R$ 3.398, leva um home theater da marca.

Na Lojas Americanas on-line, o chamariz é o sorteio de um Mercedes-Benz Classe C. A cada R$ 100 em compras com cartões Visa ou Visa Electron, a pessoa ganha um cupom para concorrer.

Na promoção do Extra, o internauta precisa escrever dizendo se foi um “bom menino” em 2008. O autor da melhor frase leva R$ 1.000 em vale-compras no site.
As páginas especiais de Natal das lojas tentam dar uma mão na escolha de presentes, com sugestões divididas por faixas de preço e por idade e sexo. O problema é que as dicas segmentadas acabam não ajudando tanto.

No site do Extra, das 23 sugestões para homens entre 26 e 35 anos, duas eram lavadores de alta pressão, quatro eram barbeadores ou máquinas de cortar cabelo, e oito eram monitores LCD. Já o Wal-Mart sugere o mesmo item para “marido, namorado, pai, irmão e amigo”: um cortador elétrico de pêlos de orelha e nariz.
Segurança — A empresa WebTraffic, especializadas em marketing on-line, chama a atenção para que os consumidores façam compras apenas em lojas virtuais conhecidas.

Mesmo que o consumidor se utilize os serviços de pesquisa de preços, uma outra dica é que se fique atento aos preços. Quanto eles estiverem muito baixos, é melhor desconfiar das ofertas e procurar realizar a compra em loja conhecida.
A previsão é de vender 50% mais neste ano,mas consumidore deve ficar atento, pois nessa época do ano muitas fraudes acontecem na internet.

Fonte: Bem Paraná.com.br

Grupos varejistas com lojas no mundo real e no virtual estão contando mais do que nunca com o braço eletrônico de sua operação para aumentar o faturamento na semana do Natal, mesmo diante da crise financeira. Estimativas da consultoria e-bit indicam que, entre 15 e 24 de dezembro, as vendas on-line chegarão a R$ 1,35 bilhão, 25% superiores às do mesmo período de 2007. Apesar do otimismo, previa-se que o índice seria de 40% antes de a crise atingir a economia real.

“Os brasileiros estão preocupados, mas irão às compras”, diz Pedro Guasti, presidente da e-bit. Pesquisa do Provar (Programa de Administração de Varejo) da FIA-USP mostra que, neste Natal, 21% dos consumidores comprarão pela rede, contra 11,6% no de 2007.

Segundo Paula Carvalho Pereda, pesquisadora do Provar, a intenção de compra pela internet quase dobrou, enquanto no varejo tradicional praticamente não houve alteração. “Só 74% dos consumidores pretendem fazer compras nas lojas tradicionais neste ano, contra 73,8% em 2007”, diz Pereda.

Nesse mesmo período, o número de consumidores eletrônicos passou de 9,5 milhões para 13 milhões, crescimento de 37%. A receita prevista para este ano é de R$ 10 bilhões, contra os R$ 6,3 bilhões registrados em 2007. “Hoje 25% dos internautas compram pela rede”, afirma Guasti. Há três anos, esse índice não chegava a 10%.

Comodidade e preço

Vários motivos explicam a preferência dos consumidores pelo varejo eletrônico. O primeiro é prático. “Não tenho tempo e as lojas nesta época ficam lotadas”, diz Manoel Netto, gerente de uma empresa de criação de produtos. “Pesquisei produtos e preços e já escolhi tudo. Entregam na minha casa, com embalagem especial.”

Mas é o preço a principal atração da internet. Segundo o Provar, algumas categorias apresentam deflação nos últimos 12 meses, queda que não ocorre no varejo convencional.

A pesquisa do Provar revela que, no acumulado do ano, as maiores quedas foram as de aparelhos celulares (19,93%), seguidas pelas de eletroeletrônicos (12,72%) e bens de informática (11,85%). Há dois anos, CDs, livros e DVDs tinham mais saída pela internet. “Agora são eletrônicos e bens de informática,” diz Guasti.

Além disso, as facilidades de pagamento pela internet são maiores. “Boa parte dos produtos mais caros continua sendo parcelada em até 12 vezes”, afirma Guasti. “No varejo tradicional dá para pagar em até seis vezes no cartão de crédito. Dez vezes já é difícil de achar.”

No Extra.com, a previsão é que os eletrônicos respondam por até 70% das vendas no Natal. “Esperamos dobrar o faturamento deste Natal”, diz Oderi Leite, diretor do Extra.com. “Vamos monitorar a concorrência com uma ferramenta eletrônica e responderemos às promoções na velocidade de um clique no mouse” diz Leite.

As previsões de vendas na internet são otimistas porque os produtos deverão ter aumento só no próximo trimestre. As dificuldades de crédito, no entanto, também se repetem na rede.

Carlos Montenegro, sócio da Sack’s, loja virtual de perfumes e cosméticos importados, afirma que fornecedores tinham estoque e não repassaram a variação cambial.

Mas, segundo ele, está mais caro oferecer o parcelamento. A venda em até 12 vezes está mantida, mas, no mercado, houve uma alta dos juros de 1,40% ao mês para 1,80% a quem vai tomar financiamento para capital de giro. Para compensar, uma saída é vender produtos mais baratos do que no mundo real. Na Sack’s, a diferença é de 15%.

Essa política comercial não chega a ser uma competição entre o “real” e o “virtual”. Afinal, as vendas pela internet não chegam a 3% do total do comércio. Mas, em alguns casos, essa atuação faz muita diferença.

Além disso, a maior parte das grandes lojas virtuais pertence a grupos do mundo real. A Americanas, por exemplo, faturou no terceiro trimestre R$ 1,7 bilhão. O braço eletrônico do grupo, a B2W (Americanas.com, Submarino e Shoptime), obteve receita de R$ 1,1 bilhão. Há nove anos, a Americanas.com não respondia por 2% da receita do grupo.

Fonte: Folha Online

SÃO PAULO – O Brasil é um mercado em plena expansão para o comércio eletrônico, que deve crescer 40% em 2008.

 

O CEO do Pontofrio.com, Gérman Quiroga, apresentou a estimativa na sua apresentação no Seminário INFO sobre E-commerce na era da Web 2.0, realizado nesta segunda-feira (20) em São Paulo. Segundo ele, o mercado brasileiro já é maduro para o e-commerce e deve alcançar de 8 a 10 bilhões de reais em 2008. “As lojas virtuais são como barcos a vela, com o vento soprando ao favor”, disse.

 

No mundo virtual, o mais importante é ser veloz, na opinião de Quiroga. “Para isso, é importante que a operação de e-commerce seja independente, para tomar decisões na velocidade exigida, pois os ciclos de decisão são mais curtos”, disse.

 

Na visão de Quiroga, para crescer ainda mais, o e-commerce pode aprender muito com o mercado norte-americanos, que deve fechar 2008 obtendo 150 bilhões de dólares em vendas online, o que equivale a 6% do valor total de todo o varejo. O CEO do Pontofrio.com observa que nos EUA há diversos casos em que a loja virtual vende quase tanto quanto a loja física: o site TigerDirect.com, especializada em eletrônicos e informática, já obtém 45% das vendas da marca.

 

No mundo virtual, o cliente ganha poder, observa Quiroga. “O boca a boca e o boca no trombone ganham força”, disse. Por outro lado, seus hábitos na internet são acompanhados constantemente. Quiroga cita a Amazon como um exemplo de site que conhece profundamente o seu cliente. “A Amazon foi a precursora e ainda hoje é uma grande escola para os varejista, que sabe o que o cliente gosta”, diz. Para conseguir isso, o site promove a interação com o cliente, que produz o próprio conteúdo do site e faz recomendações. “É um poder viral, que contamina outros internautas.

Fonte: Revista Info

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