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A Telefônica, por meio de sua subsidiária aJato, assinou a adesão ao Programa Banda Larga Popular do governo de São Paulo, três meses e meio depois do lançamento do projeto.

O plano da Telefônica dentro do programa tem velocidade de 256 kbps, acima dos 200 kbps do oferecido desde o final de dezembro pela Net. Ambos têm mensalidade de 29,80 reais e incluem modem, instalação e provedor de internet.

O Banda Larga Popular foi lançado em outubro passado por meio de um decreto do governo de São Paulo isentando o ICMS de 25% sobre o serviço de internet no âmbito do programa, que tem como objetivo universalizar o acesso à web no Estado.

A Telefônica oferecerá o serviço por meio de duas tecnologias: cabos coaxiais e tecnologia sem fio Wimesh.

O serviço estará disponível inicialmente na cidade de São Paulo e algumas localidades do ABC paulista, e será ampliado ao longo deste ano para cidades do interior do Estado.

A Telefônica se apresentou como parceira do governo no lançamento do Programa Banda Larga Popular, mas foi a Net quem primeiro disponibilizou o produto com as características previstas no decreto paulista.

O atraso na adesão da Telefônica ao programa derivou, segundo informou o secretário da Fazenda paulista, Mauro Ricardo Costa, do entendimento, pela empresa, de que poderia oferecer o serviço apenas para quem já fosse seu cliente. O governo não permitia essa limitação.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam 2,5 milhões de residências no Estado de São Paulo como potenciais alvos da banda larga popular. Desse total, cerca de 1,8 milhão de casas possuem conexão discada e as demais têm computador sem internet.

“Nosso objetivo é baixar o custo e estender a banda larga ao maior número de pessoas”, disse o secretário de Gestão Pública do Estado de São Paulo, Sidney Beraldo.

Fonte: da Reuters, em São Paulo – Retirado do G1

Crédito da Matéria: Revista Isto é Dinheiro – E-commerce – Reportagem de Roberta Namour

Proposta de tornar São Paulo uma cidade digital ganha o centro dos debates. Será que isso é possível?

 CANDIDATA PETISTA À Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, quer transformar a capital econômica do Brasil em uma cidade virtual. Sua principal bandeira política é a distribuição gratuita de internet banda larga para todo o território paulistano. A grande questão, porém, é saber até que ponto levar a rede wireless aos 11 milhões de habitantes de São Paulo é realizável. A oposição afirma que a proposta não tem fundamento, pois custaria uma fortuna aos cofres públicos. Segundo os coordenadores da campanha de Marta, o projeto não tem nada de absurdo. Bastaria, dizem eles, instalar pouco mais de três mil “hot sptos” (centrais de distribuição de sinal) na cidade, utilizando tecnologia Wi- Fi. Nunca a internet esteve no centro dos debates políticos como agora. Não é exagero dizer que a tecnologia virou um assunto de interesse público, ao lado de questões capitais como saúde e educação. “A internet é um componente essencial do desenvolvimento econômico de uma cidade”, afirma o analista de TI Silvio Meira. “Se eu fosse prefeito, priorizaria, nessa ordem, os temas esgoto, internet e segurança.”

ORLA DIGITAL: governo do Rio de Janeiro disponibilizou sinal wireless gratuito nos 4,5 quilômetros da praia de Copacabana. O próximo passo é tornar o resto do Estado digital

Não é a primeira vez que Marta elege a inclusão digital como umas de suas prioridades. Durante sua gestão na prefeitura, de 2001 a 2004, a petista se comprometeu a instalar mil unidades com acesso grátis à internet na periferia. No final de seu mandato, apenas 122 telecentros – o equivalente a 12% do prometido – foram entregues. Agora, ela assegura que, em quatro anos e ao custo de R$ 64,4 milhões, conseguirá conectar toda a população de São Paulo à rede. “Não acho a idéia impossível, até porque o Brasil tem tecnologia para isso”, afirma Orácio Kuradomi, consultor de TI. “Mas é um projeto para pelo menos dez anos e que vai consumir muito mais do que os R$ 64 milhões.” A tecnologia que seria usada no projeto é a Wimax, mais potente que a Wi-Fi e com capacidade para cobrir cidades inteiras, em um raio de até 50 quilômetros. Para os integrantes da campanha de Gilberto Kassab, as projeções de gastos da petista são estapafúrdias. Segundo assessores de Kassab, a proposta do PT não sai por menos de R$ 1,2 bilhão, considerando a instalação e a manutenção. O cálculo foi feito com base no projeto “Orla digital”, desenvolvido pelo governo do Rio de Janeiro, que recebeu um investimento inicial de R$ 5 milhões para fornecer internet sem fio na praia de Copacabana e na Baixada Fluminense. Num comunicado enviado à DINHEIRO, a assessoria de imprensa de Marta afirmou que a “comparação com o projeto do Rio de Janeiro não tem sentido”, pois são projetos totalmente diferentes. O comunicado, entretanto, não esclarece quais são as diferenças.

A exemplo do que aconteceu no Rio de Janeiro, oferecer acesso gratuito à rede não garante que a classe menos favorecida seja beneficiada. Para usufruir da internet wireless é preciso ter equipamentos com tecnologia Wi-Fi. O notebook mais barato disponível no mercado custa em torno de R$ 1 mil. Uma alternativa seria comprar placas de rede sem fio para PCs, disponíveis por R$ 80. Candidato à Prefeitura do Recife, Raul Henry (PMDB) está apresentando, em sua campanha, a proposta de distribuição de cartões para a população de baixa renda usar em cybercafés. Henry afirma que com R$ 5 milhões tornará Recife uma cidade digital. Com outros R$ 5 milhões pretende doar 500 mil cartões para os moradores que não têm computador.

A primeira cidade brasileira 100% conectada foi a Sud Menucci (o nome é esse mesmo), no interior de São Paulo, que tornou pública a conexão sem fio em 2002. A diferença é que o município tem apenas 7.500 pessoas. Outros projetos também foram colocados em prática em Brasília (DF), Parintins (AM), Ouro Preto (MG), Mangaratiba (RJ) e Piraí (RJ). No Exterior, Cidade do México, Berlim e Pequim são praticamente digitais. Nem todas as tentativas, porém, deram certo. No município americano de San Francisco, a rede sem fio foi proposta em 2004, mas não emplacou por não conseguir atingir o público-alvo do projeto, as comunidades carentes. Na Filadélfia, sucessivas falhas no sinal provocaram o cancelamento do programa. Para o consultor Orácio Kuradomi, a chance de um projeto como esse falhar é grande. “Não basta implantar a antena. É preciso garantir o fornecimento da rede, a manutenção e, principalmente, a segurança das máquinas. Quem pagará essa conta?”, questiona. A iniciativa esbarra ainda num impasse. Como reagirão as empresas que cobram pelo serviço? Segundo Kuradomi, pelo menos por enquanto, elas não serão afetadas, pois o sinal da rede wireless pública não terá a mesma qualidade do acesso pago. Consultadas por DINHEIRO, a Cisco, líder mundial em redes de internet, e a Embratel, operadora de telecomunicação, não se pronunciaram.