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Bob Bernstein

Após ser demitido por conta da recessão na economia americana causada pela crise em 2008, o corretor de imóveis Bob Bernstein, de 60 anos, resolveu empreender na internet e criar empregos, em vez de procurar por um. “Como todo mundo, eu me perguntei, o que eu faço agora?”, lembra.

A solução foi encontrada na internet. Juntou-se à DevHub.com, start-up que desenvolve sites, e criou doze negócios diferentes, entre eles o DealstoVegas.com, agência de descontos em viagens, o Outtrek.com, loja de artigos esportivos ao ar livre, o Careersquick.com, centro de pesquisa de emprego, e o RXCare.org, site dedicado à comparação de cotações de seguros de saúde.

Até o momento, o negócio mais lucrativo Bernstein é o ZipQuote.com. O negócio está indo tão bem que moveu para fora da plataforma DevHub e agora trabalha integralmente na empresa. Além disso, está investindo na divulgação e em estratégias de marketing.

O empreendedor diz estar absolutamente satisfeito com o rumo de sua vida e seus negócios. “Eu consigo trabalhar em casa, estou totalmente concentrado no que faço, porque sei que é tudo por minha família e o nosso futuro, e estou construindo um negócio que é meu. É absolutamente gratificante e totalmente satisfatório. Eu poderia fazer isso dezesseis horas por dia”, diz.

Fonte: Site PEGN

RIO – Quem nunca fez uma compra sem pensar muito, apenas para aproveitar um bom desconto? A mais nova modalidade de oferta de produtos e serviços pela internet, conhecida como compra coletiva ou clube de compras, é a prova de que aproveitar pechinchas é praticamente irresistível. Ao vender por R$ 13,20 uma pizza que custa originalmente R$ 33, por exemplo, uma badalada pizzaria carioca conquistava, até as 11h da manhã, 92 consumidores.

Negócio que começou em 2008 nos Estados Unidos e está ganhando o mundo, o tipo de venda baseada no conceito de oferecer preço muito menor para ganhar no volume de compradores pegou o internauta brasileiro de jeito.

Saiba mais: Como funcionam os sites de compra coletiva

– O conceito do negócio é conceder um forte desconto para gerar a compra por impulso – admite Pedro Guimarães, um dos sócios do site Imperdível, do segmento de compras coletivas.

Para o empresário, o segredo do negócio é aliar uma marca conceituada, um serviço excelente e um preço mais que excepcional. Pelo menos para a economista Ananda Farias, estes três fatores pesam mais do que a necessidade na hora da escolha.

– Comprei um total de 48 latinhas de Coca-Cola Light, por R$ 0,20 cada. Não consumo tanto refrigerante assim, mas fica para oferecer às visitas – conta Ananda.

A economista, que já adquiriu também um mês de academia porque estava muito barato, é apenas um exemplo de como os sites de compra coletiva têm atraído cada vez mais consumidores. O contágio tem sido crescente. Quem usou uma vez, indica aos amigos e a moda se espalha na rede de forma viral.

Novos 11 sites, em cinco meses
Atualmente já existem no país 12 sites em funcionamento, espalhados por 10 cidades brasileiras. O primeiro site deste segmento, o Peixe Urbano, começou em março de 2010. Isso quer dizer que em cinco meses, mais 11 sites iniciaram operação. Somando-se todos estes sites e cidades, existem hoje, em média 28 ofertas diárias.

Serviço: Veja quais são os sites de compra coletiva no Brasil

Com esta ‘febre’ já surgiu um novo segmento de negócio, uma espécie de variação dos sites de compra coletiva. Trata-se do Zipme, que surgiu no dia 1º de julho como um agregador, no qual é possível ver de uma só vez todas as ofertas do dia, por cidade. No ar há apenas 19 dias, o site já bateu a marca de 10 mil acessos diários.

– Temos um disparo diário de email para a base cadastrada no qual colocamos todas as ofertas de cada cidade em um único email. Não há necessidade do internauta se cadastrar ou abrir dezenas de emails de ofertas. Basta abrir o email do Zipme – conta Guilherme Wroclawski, um dos sócio do Zipme.

Brasil pode se tornar 2º maior mercado mundial
De acordo com o presidente do Grupo Urbano, site de venda coletiva brasileiro que faz parte do Groupon – pioneiro do segmento com sede em Chicago – o potencial de crescimento deste mercado no país é enorme. Para Otto, o brasileiro gosta muito de oferta e as cidades são grandes.

Nos Estados Unidos, já são mais de 90 sites de clube de compras. Na China, onde já existem mais de 400 sites de compra coletiva, uma oferta de um deles chegou a vender 99.000 unidades

– É um mercado em franca expansão e o Brasil tem a perspectiva de se tornar o segundo maior mercado para este tipo de negócio no mundo – acredita Florian Otto, presidente do Clube Urbano, de acordo com o presidente do Grupo Urbano, site de venda coletiva brasileiro que faz parte do Groupon, o pioneiro neste modelo de negócio em 2008, em Chicago.

Com o conhecimento de quem foi pioneiro no negócio, o presidente do Grupo Urbano aposta que o diferencial do segmento é promover os empresários de serviços locais. Isso quer dizer que o parceiro do site – que são os reais vendedores dos serviços – podem tornar suas marcas mais conhecida, além de criar clientes cativos, que jamais os conheceriam se não fosse pela primeira compra feita por impulso.

Fonte: Site O Globo – Ofertas na Rede – Por: Ana Paula Cardoso

Em parceria com a Microsoft, site de e-commerce colocou no ar hoje uma versão com recursos que facilitam pesquisas e interação com o Mercado Livre.
A Microsoft e o MercadoLivre lançaram nesta quinta-feira (27/5) uma versão personalizada do Internet Explorer 8.

O browser customizado traz alguns recursos diferenciados, como busca visual do MercadoLivre na barra de ferramentas; acesso direto ao conteúdo da seção de favoritos, opiniões e catálogos etc. e “web slices”, uma guia no navegador que permite ver a lista de produtos mais vendidos naqule momento.

Além disso, essa versão personalizada utiliza o recurso “aceleradores”, que permitem pesquisas no MercadoLivre relacionadas à determinada palavra ou produto que o usuário encontra enquanto navega pela internet, assim como visualizar comentários e opiniões de usuários feitos no site sobre um determinado produto.

A edição Mercado Livre do IE8 pode ser baixada gratuitamente em http://www.mercadolivre.com.br/IE8.

Fonte: IDG NOW

 

Lançada em 2004, plataforma de pagamento online foi responsável por 3,1 milhões de transações no ano passado.
O Mercado Pago, plataforma de pagamento online do comércio eletrônico e leilões pela web Mercado Livre, passa a estar disponível a partir de agora para qualquer site de comércio eletrônico. Até então, o serviço estava liberado apenas na plataforma do Mercado Livre.

Dessa maneira, o Mercado Pago no Brasil segue a política já adotada em países como Chile e Argentina, onde já podia ser utilizado por diversos canais de comércio eletrônico.

Lançado em 2004, o serviço foi responsável por 3,1 milhões de transações no ano passado, o que representou uma movimentação de negócios da ordem de 383 milhões de dólares.

O MercadoLivre.com, por sua vez, alcançou lucro líquido de 33,2 milhões de dólares, em 2009, o que representa uma alta de 76,5% em relação ao resultado de 2008. O lucro por ação cresceu de 0,43 dólar em 2008 para 0,75 dólar no ano passado.

O site, presente em 12 países da América Latina, registrou 29,5 milhões de itens vendidos no ano passado – alta de 39% sobre os 21,1 milhões de itens transacionados em 2008. A taxa de crescimento no volume de produtos comercializados é quase o dobro da apresentada em 2008, quando houve um crescimento de 21% em relação a 2007.

Fonte: Redação do IDG Now!

Mesmo que entrada do PayPal no País não passe de indícios, UOL admite já estar se preparando para competir com gigante de pagamento eletrônico.

Ainda que a popularização do e-commerce no Brasil venha tornando os meios de pagamento eletrônicos cada vez mais conhecidos e usados no País, há um motivo para as empresas do setor não esperarem 2010 com tanta expectativa: o PayPal, comprado pelo eBay em julho de 2002 por 1,5 bilhão de dólares.

O gigante de pagamentos eletrônicos já se movimenta para uma operação no país, contratando o escritório de advocacia David do Nascimento Advogados Associados para gerir suas marcas online, segundo apurado pelo IDG Now!.

Não bastasse o diretor de estratégia do PayPal, René Pelegero, ter admitido a intenção de montar um escritório no País durante o evento E-Commerce Summit, realizado em São Paulo no final de outubro, dois outros indícios corroboram a iminente operação nacional.

Em novembro, o PayPal não apenas anunciou o suporte a 24 novas moedas (incluindo o Real), mas também, sem alarde, começou a aceitar a retirada de fundos a partir de 32 bancos brasileiros, incluindo Bradesco, Itaú, Citibank, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

O quanto essa entrada do PayPal no mercado de comércio eletrônico brasileiro, cujo faturamento deverá crescer 28% para 10,5 bilhões de reais em 2009, ameaça os players nacionais?

Quem fala mais abertamente sobre a suposta ameaça do PayPal é o UOL, responsável pelo serviço de pagamento eletrônico PagSeguro, lançado em julho de 2007 após a compra da startup nacional BrPay.

O diretor de projetos especiais do UOL, Ricardo Dortas, chega a relacionar a reformulação do PagSeguro, totalmente reescrito na linguagem Java, com a possibilidade do início de  atividades do PayPal no País.

Novo Vietnã no UOL
“O UOL está sem preparando, sem dúvida. Toda a alteração de plataforma que fizemos, com migração e incorporação à base (de assinantes do portal), agregando milhões de novos usuários, é para nos preparamos para competir”, afirma o executivo.

Para exemplificar a postura do portal, Dortas relembra a maneira como o UOL se preparou para a entrada da América Online no Brasil em 1999.  Para tentar intimidar o site norte-americano, o então presidente do portal, Caio Túlio Costa, declarou à imprensa um nada político “benvindos ao Vietnã” à operação brasileira da AOL.

“No nosso caso, em que estamos competindo em mercado aberto, sem dúvida que não ter tido presença mais forte de um ou outro estrangeiro nos tem beneficiado”, afirma Dorta.

A estratégia do UOL para fazer frente ao PayPal se apóia tanto no desenvolvimento de novas ferramentas, como o PagSeguro Mobile, serviço para celulares já disponível no portal sem qualquer divulgação, como na popularidade do portal.

Para exemplificar seu potencial poder no setor, Dorta cita como clientes do PagSeguro os 11 milhões de assinantes que o UOL tem.

Segundo ele, este é o número de clientes com contas no portal que estão preparados para ativarem a ferramenta de pagamento eletrônico.

O portal, porém, não comenta nem o número de usuários ativos nem a quantidade de transações realizadas pelo PagSeguro, se restringindo a admitir que o número de negócios em novembro deverá ser 20% maior que o registrado em outubro.

O PagSeguro pode ser apontado como principal rival do PayPal no Brasil não apenas pelo poder que o portal confere à ferramenta, mas também pelos acordos já costurados com serviços de comércio eletrônico no País.

Além da integração com todos os produtos ofertados pelo UOL, o PagSeguro se beneficia dos acordos costurados com serviços de comércio eletrônico como Casas Bahia, Livraria Cultura e Mentez, responsável pela monetização do popular aplicativo para Orkut Buddy Poke.

Segundo Dorta, o UOL tem contatos com a B2W, holding responsável pelas operações online do Submarino e da Americanas.com, e com o Ponto Frio, mas enfrenta o ceticismo demonstrado pelos grandes varejistas quanto a plataformas de pagamento eletrônico.

O princípio da segurança que faz com que lojas pequenas e médias recorram a pagamentos eletrônicos não se aplica aos maiores varejistas, já que “quem compra nas Casas Bahia, sabe que, se (o produto) der problema, vai na filial que problema será resolvido”.

“A grande proposta de valor (que o UOL tenta oferecer às gigantes de e-commerce) é a base de usuários crescente e que pode fazer suas compras fazendo apenas um login”, que transformariam os serviços em “carteiras eletrônicas”, explica ele.

Mercado Pago não liberado
Ao contrário do UOL, o Mercado Livre é mais reticente quanto ao assunto, a começar pela sua ferramenta de pagamento eletrônico: o Mercado Pago só pode ser usado dentro do site de leilões no Brasil e não há prazo definido para que isto mude.

Ainda que o Brasil seja responsável por cerca de 60% tanto do faturamento como do lucro do Mercado Livre nos 12 países onde atua, a solução de pagamento eletrônico criada internamente está disponível de maneira independente apenas para Argentina, Chile e Colômbia.

Por que não o Brasil? “É uma boa pergunta. Temos um cuidado especial quando falamos sobre Brasil”, afirma o diretor de marketing do Mercado Livre no Brasil, Helisson Lemos. Os brasileiros representam mais da metade dos 40 milhões de usuários cadastrados no Mercado Livre.

“Ainda estamos construindo a plataforma brasileira”, já que “cada país tem seu sistema financeiro com suas peculiaridades”, diz o executivo, sem confirmar possíveis negociações do Mercado Livre com bancos e instituições financeiras para a versão nacional.

Embora não adiante planos, Lemos confirma que o Mercado Livre tem interesse de liberar o Mercado Pago para além das transações nos leilões, citando o crescimento da participação do pagamento eletrônico no balanço do serviço.

No terceiro trimestre, cerca de 900 mil transações pelo Mercado Pago movimentaram cerca de 114 milhões de dólares na América Latina, aumento tanto no número de negócios (6,19%) quanto na receita (39,8%) em comparação ao mesmo período de 2008.

MoIP segue passos do PagSeguro
Sem a rivalidade do Mercado Livre, restam aos serviços menores se espelharem no UOL para tentarem abocanhar melhores participações de mercado.

É o caso da MoIP, serviço fundado em Belo Horizonte em 2007 por dois colegas da Universidade Federal de Minas Gerais, que chamaram um terceiro contato para ajudar a administrar o negócio.

Dois anos após ter sido lançado, o MoIP teve 65% da sua participação comprado por parceria entre o portal iG, da Brasil Telecom, e a holding Ideasnet.

“Tivemos a sorte de ter alinhamento de pensamento. O iG sentia necessidade de ter produto como o nosso e a Ideaisnet, que já tinha tido a BrasPag, queria investir no setor”, conta o cofundador e presidente do serviço, Igor Senra.

Em junho, o Grupo Sílvio Santos pagou 25 milhões de reais pelo BrasPag, em aquisição que não deverá significar concorrência a PayPal, PagSeguro ou mesmo MoIP no Brasil.

Segundo o diretor da BrasPag, Svante Wester Berg, não há planos de expandir a área de atuação das grandes empresas para “clonar” plataformas de pagamento eletrônico para pessoas físicas ou pequenas lojas online.
 
A compra da participação no MoIP (por valor não revelado) fez com que o iG não apenas usasse o MoIP como forma de vender seus pacotes corporativos no iG Empresas como também o integrasse aos outros produtos do portal, explica Senra.

A movimentação é semelhante à feita pelo UOL com o PagSeguro – ferramenta externa é assimilada e adaptada para ganhar relevância usando a popularidade do portal.

Atualmente, o número de transações da plataforma beira as 55 mil transações. A integração com venda de produtos ofertados pelo iG deverá alavancar consideravelmente o número, segundo o executivo.

O MoIP, porém, carece ainda de acordos externos: a plataforma é ofertada por desenvolvedoras de solução de e-commerce como Jet, EZ Commerce e Tray Sistemas, o que coloca o PagSeguro em vantagem no que tange a acordos estratégicos.

Procurado pela reportagem do IDG Now!, o PayPal não respondeu aos contatos.

Fonte: IDG Now – Por Guilherme Felitti, do IDG Now!

A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo notificou o Mercado Livre, empresa americana que abriga e intermedeia vendas de lojas virtuais na América Latina, a apresentar a movimentação de vendas e os dados cadastrais dos 200 maiores usuários do comércio virtual, segundo a Folha apurou.

O Mercado Livre confirma a notificação e informa, por meio de sua assessoria de imprensa, que tem como prática “colaborar permanentemente com as autoridades, fornecendo as informações necessárias de acordo com as solicitações oficiais”.

Na terça-feira passada, a Fazenda paulista realizou ações de fiscalização para participar da Operação Nacional de Combate à Sonegação Fiscal, realizada pelos Ministérios Públicos dos Estados e da União.

A ação mais importante, denominada Matrix, ocorreu no comércio eletrônico, com a participação de cerca de cem fiscais da Fazenda paulista e da Receita Federal e policiais. Dez locais em São Paulo e no interior, onde pessoas físicas e jurídicas realizam negócios por meio da internet, foram alvos da fiscalização.

O fisco tem indícios de que essas pessoas físicas e jurídicas faturem cerca de R$ 60 milhões por ano, mas declarem que movimentam apenas 4% desse valor.

Em julho, a Fazenda paulista informou que iria apertar o cerco às lojas virtuais que não pagam impostos, tanto que encaminhou neste mês à Assembleia Legislativa projeto de lei que faz mudanças na legislação do ICMS para facilitar a fiscalização e a cobrança de imposto devido no comércio virtual.

O projeto de lei obriga as empresas que operam na internet a informar dados cadastrais (como endereço e CNPJ) e de vendas feitas pelas lojas virtuais, inclusive das empresas que operam em intermediação e gerenciamento de vendas.

As vendas virtuais devem movimentar R$ 10 bilhões neste ano, valor 22% maior do que o negociado no ano passado, segundo estimativas do setor.

O fisco informa que tem dificuldade para identificar e localizar quem são os donos dos sites de vendas. Com regras específicas para o comércio eletrônico, a Fazenda paulista entende que será mais fácil saber quem é esse contribuinte virtual e cobrar dele o imposto.

O foco das ações do fisco são os sites que operam de forma irregular e driblam o pagamento de impostos, e não as lojas e provedores legalmente estabelecidos. Com a nova legislação, os sites de intermediação da internet que não informarem ao fisco o que for solicitado, como as operações comerciais feitas em ambiente virtual, serão responsabilizados solidariamente a pagar o ICMS devido.

Estima-se que hoje 20 mil sites atuem no país na venda de bens de consumo (exceto carros, passagens aéreas e produtos usados). Há cinco anos, eram 4.000. Um único site de venda de eletroeletrônicos monitorado pela recém-criada Supervisão de Fiscalização de Comércio Eletrônico da Fazenda paulista faturou no ano passado R$ 6 milhões, mas não recolheu um centavo de ICMS.

Fonte: Folha Online – Por: FÁTIMA FERNANDES e CLAUDIA ROLLI da Folha de S.Paulo

Cerca de 10% dos produtos vendidos no Brasil – tanto os que nunca foram usados como os que já estão no final da sua vida útil – retornam para as empresas. Resultado de uma pesquisa realizada com 188 companhias feita pelo Conselho de Reversa do Brasil (CLRB), o índice aponta para a necessidade de um maior gerenciamento desse setor.

Para o presidente da entidade, Paulo Roberto Leite, não existe hoje uma correta mensuração desses processos na maior parte das corporações, então, os percentuais podem ser até maiores. A pesquisa mostrou que metade das companhias avaliadas gasta até 5% do obtido com o retorno dos produtos. Há um crescimento gradativo dos níveis de devolução na medida em que há um aumento da variedade de produtos disponíveis no mercado por diferentes setores. “A conscientização empresarial, até mesmo pela possibilidade de redução dos seus custos, está aumentando nos últimos cinco anos”, diz, otimista.

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Empresas apostam na coleta dos produtos em caso de Insatisfação do Cliente

 

Um outro levantamento, feito pela Reverse Logistics Association (RLA), apurou que os processos na área de reversa chegam a representar entre 3% e 25% do Produto Interno Bruto (PIB) de alguns países. Nos Estados Unidos estima-se que movimente, no mínimo, US$ 360 bilhões anualmente. Entre os motivos de retorno de um produto para a empresa que o produziu está a expiração do prazo de validade, a desistência dos consumidores ou muito grande feito por uma loja de não compatível com o giro registrado. Para ajudar o mercado no monitoramento das mercadorias retornadas, o Conselho de Reversa do Brasil está criando comitês de trabalho para propagar os conhecimentos sobre a coleta e uso desses indicadores. Um dos maiores índices de retorno de produtos é o registrado pelo comércio eletrônico.

A Hermes, empresa que atua no segmento de vendas por catálogo com mais de 10 milhões de clientes no Brasil, mantém há dois anos uma parceria com os Correios para gerenciar todo o processo de reversa e melhorar os seus índices. O projeto consiste na coleta do produto na residência do consumidor, troca e encaminhamento ao centro de distribuição. Seu site Compra Fácil possui 200 mil itens comercializados mensalmente. E uma das apostas é justamente no pronto dos cerca de 4 mil pedidos de troca ou devoluções que ocorrem em todo o País. O cuidado com a reversa já resultou em uma redução de tempo médio de retorno dos produtos de 20 para oito dias. Aos poucos, o sistema está se transformando em uma importante ferramenta de fidelização e valorização do cliente, que ao ter uma boa experiência de devolução de produtos adquiridos voltará a comprar pela internet. Dentro desse conceito, uma das áreas que mais cresce é a do pós-consumo, incentivada por questões ambientais. O Brasil ainda corre atrás para alcançar os níveis de coleta registrados hoje nos EUA e na Comunidade Europeia.

Colombo usa intranet para gerenciar operações

Nas Lojas Colombo, o sistema de gerenciamento da reversa envolve tanto as lojas físicas como as virtuais. Nas compras feitas pela web, como acontece de uma forma geral em todo o País, o índice de devolução é maior. O nível de arrependimento é mais alto, já que os consumidores não têm a oportunidade de ver e degustar os produtos. Nas lojas físicas, as devoluções são motivadas, normalmente, por defeitos de qualidade.

O gerente-geral de da empresa, Antonio Reverbel, explica que a Colombo costuma tentar evitar que o cliente leve para casa um produto com avaria estética. Se mesmo assim, dentro de sete dias, ele tiver interesse em devolver, o trabalho passa a ser focado em tentar entender o motivo e, se possível, efetuar a troca por outra mercadoria. Independentemente de reverter ou não a compra, a Colombo trabalha com um sistema de tecnologia através do qual, na sua intranet, ficam registrados os pedidos e os motivos das devoluções. “Essas informações nos ajudam a orientar as lojas sobre como evitar que isso aconteça”, relata

Autor: Patrícia Knebel

Fonte: Jornal do Comércio

Matéria retirada do site: http://www.ecommerce.tv.br